Há outros quatro novos encontros da coligação
A Frente Popular do Acre nunca valorizou tanto o eleitor do interior do estado quanto nesta pré-campanha. Após a convenção da coligação no sábado na Capital, o foco agora está nos municípios. Em Tarauacá (27); em Cruzeiro do Sul (28); em Sena Madureira (3) e Brasileia (4).
É no eleitor do interior do Estado que há maior possibilidade de crescimento da FPA. É um risco. Por vários motivos. Um deles é o fator geográfico: no interior, o eleitor está mais vulnerável a não votar, pela dificuldade de deslocamento.
Corre-se o risco de o grupo político investir no convencimento de alguém que, no dia do pleito, não irá votar. Outro fator é o desencanto com a política, um sentimento quase consensual entre os cidadãos que não militam e não têm que fazer defesa de cargos.
Mesmo assim, a FPA aposta nessa ideia de que o eleitor do interior pode fazer a diferença. “Nós dividimos em regionais mesmo”, confirma o presidente do diretório estadual do Partido dos Trabalhadores, André Kamai.
Não são cidades aleatórias: Cruzeiro do Sul é o segundo maior colégio eleitoral; Sena é o terceiro; Tarauacá é uma trincheira da FPA (sobretudo do PCdoB) e Brasileia é a aposta de Tião Viana para demonstrar a força de sua cria política, Emylson Farias, um nome cuja permanência na condição de vice- de Marcus Alexandre tem o estrito e exclusivo amparo do governador.
André Kamai supervalorizou o encontro de sábado no Ginásio do Sesi. “Foi uma ousadia nossa fazer ali no Sesi”, afirmou tentando rebater as críticas feitas em redes sociais pelos muitos internautas que entenderam que não houve tanta gente assim e que a maior parte era de pessoas ligadas ao governo direta ou indiretamente.
O fato de a maior parte do eleitorado estar na Capital não afastou dos dirigentes da FPA a estratégia de valorizar o interior. Marcus Alexandre armou estrutura em Cruzeiro do Sul. Na Capital, as agendas do governador acabam valorizando a imagem de Marcus.
Cores_ Um aspecto que não passa despercebido é a postura de Marcus Alexandre nesses grandes eventos. Desde a cor da vestimenta (que passa muito longe do vermelho do PT) até a ausência do mantra “Lula Livre” com os punhos fechados, Alexandre vai tentando se aproximar do eleitor mediano, sem envolvimento político partidário: o eleitor indeciso, acanhado, e que usa a silenciosa discrição como arma em tempos de eleição.



