Exposição de valor foi criticada pela base de apoio
O engenheiro civil Roberto Feres, que já trabalhou no sistema de transporte coletivo de Rio Branco na década de 90, se os cálculos na planilha das empresas fossem realizados de forma correta, a tarifa em Rio Branco seria de R$ 2,99.
Durante a sessão dessa terça-feira, o vereador Roberto Duarte fez uma exposição de como o engenheiro chegou a esse valor. Primeiro, segundo Duarte, foi analisado o gasto dos combustíveis. As empresas apontaram um custo mensal de R$ 2 milhões, com a redução do valor do diesel em R$ 0,46, esse gasto fica menor: R$ 354 mil.
As empresas alegam gastar por mês, com aluguel de veículos para apoio, R$ 228 mil e repete o valor, inclusive os centavos, para despesa operacional.
O engenheiro e o vereador dizem que esses gastos não são comprovados. “Onde estão esses veículos alugados? Onde estão as notas fiscais e outros documentos que comprovam o pagamento dessas despesas tão altas. Não dá para acreditar em números generalizados”, disse Duarte.
Tem ainda na planilha das empresas, o pagamento de ISS, imposto sobre serviço, e a taxa de outorga, que chegam à soma de R$ 575 mil. Só que as empresas não pagam esses tributos. “Ao todo, daria para cortar de despesas quase R$ 2 milhões que chamamos de gorduras. Sem esses gastos, daria para economizar dinheiro suficiente para garantir uma tarifa de R$2,99, ajudando bastante o usuário do sistema”, explicou Roberto Feres.
O líder da prefeita, vereador Eduardo Farias, não gostou dos números e disparou contra o engenheiro Roberto Feres, que estava na Câmara acompanhando a apresentação da planilha elaborada por ele. Sobrou também para o vereador Roberto Duarte.
Na tribuna, os dois foram chamados por Farias de “mentirosos e irresponsáveis”. E questionou: “Como podem analisar a planilha de qualquer jeito, apresentando números fictícios e retirando outros importantes para a sobrevivência das empresas?”.
Para Eduardo Farias, na audiência pública realizada na Câmara, na semana passada, os números não foram apresentados, agora são divulgados “para se fazer politicagem”.



