Governo não tem o que comemorar com avaliação
A Prefeitura de Rio Branco preparou uma entrevista coletiva para comemorar os números do Ideb, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica. Já o Governo do Estado não tem o que comemorar com a avaliação.
A meta do Ministério da Educação era que as prefeituras chegassem a 2021 com a nota de 6,3. A capital acriana conseguiu a nota de 6,5, acima da previsão e do tempo estipulado. Rio Branco é terceira capital com a melhor média, perdendo para Teresina no Piauí e Palmas no Tocantins.
O Ideb foi criado pelo Governo Federal para medir a qualidade do aprendizado em todo pais e usa como base o fluxo escolar e o conhecimento. Um dos testes são as provas de Matemática e Português. Para conseguir esses números positivos a prefeita Socorro Nery explicou que o município vem investimento na formação dos professores com acompanhamento pedagógico, avaliações a cada 4 meses, grupos de estudo e plantões pedagógicos visando o fortalecimento de toda a rede.
“Além disso, todos os professores que trabalham nas escolas da prefeitura tem nível superior fizemos um dos maiores concursos na área de educação e temos um olhar especial para a educação continuada”, declarou Neri.
Os números positivos na avaliação escolar no Acre param no ensino fundamental. No ensino médio os números decepcionam e preocupam. O Governo do Estado está bem distante de alcançar a meta determinada pelo Ministério da Educação.
Em 2013, nas oitavas e nonas séries, a Secretaria de Estado de Educação conseguiu alcançar a meta do Ideb que era 4,4. Em 2015, começou a queda.
A meta a ser alcançada era de 4,7. As escolas da rede estadual conseguiram 4.4: a mesma nota de dois anos antes. Em 2017, a meta era 5,0. As escolas do Estado foram até 4,7.
Na terceira série do Ensino Médio, quando o aluno deve intensificar os estudos para tentar ingressar na faculdade, as notas mostram que algo está muito errado. Desde 2013, a nota só vem caindo.
Em 2015, a meta projetada era de 3,9. A rede estadual não passou de 3.5. No ano passado, a meta era 4,3: a rede estadual só conseguiu 3,6.
O secretário de Estado de Educação, Marcos Brandão, disse que esse problema não é só do Acre, mas de todo país. “O Ensino Médio ainda não conseguiu desenvolver uma metodologia que consiga ser atraente para o jovem. Mas o governo deu uma reformulada no ensino para mudar esses números e estamos conseguindo melhorar”, disse.
Brandão não faz ligação dos índices baixos da Educação com o aumento da violência. Uma relação que pode explicar o fato de tantos jovens, que deveriam estar na escola, se envolverem no mundo do crime.



