A Justiça do Acre marcou para o dia 17 de setembro o julgamento de Reginaldo de Freitas Rodrigues, de 56 anos, ex-tenente da Polícia Militar acusado de matar a esposa, Ionara da Silva Nazaré, de 29 anos, a tiros em Rio Branco.
O caso será julgado pelo Tribunal do Júri, no Fórum Criminal de Rio Branco. Reginaldo responde por feminicídio. O Ministério Público aponta que o crime ocorreu em contexto de violência doméstica e familiar.
A defesa do ex-policial chegou a tentar reverter a prisão preventiva, mas o pedido foi negado pela Justiça. Na decisão, foram considerados a gravidade do crime, a forma como o assassinato teria ocorrido e o risco de reiteração.
Reginaldo está preso desde a época do crime. No julgamento, caberá aos jurados decidir se ele será condenado ou absolvido da acusação de feminicídio.
Relembre o caso
Ionara da Silva Nazaré foi morta em setembro do ano passado, no bairro Mocinha Magalhães, em Rio Branco. Segundo a acusação, ela foi atingida por quatro tiros dentro da casa onde morava com Reginaldo e as duas filhas, que tinham 3 e 7 anos na época.

A filha mais velha relatou à polícia que ouviu os disparos e encontrou a mãe já sem vida. Após o crime, segundo a investigação, o ex-tenente fugiu e deixou as crianças sozinhas na residência. Ele foi preso dois dias depois.
De acordo com o Ministério Público, o assassinato teria ocorrido durante uma discussão do casal relacionada à pensão alimentícia de um filho de Reginaldo de um relacionamento anterior.
O MP também aponta como agravante o fato de as filhas da vítima terem presenciado o crime.
A arma usada no assassinato, conforme a acusação, pertencia à Polícia Militar. O armamento foi apreendido e encaminhado para perícia.
O processo segue em tramitação na Justiça, e Reginaldo será levado a júri popular pela acusação de feminicídio.
Canais de apoio
Mulheres em situação de violência podem buscar ajuda por meio dos serviços especializados da rede de proteção. Além do apoio de familiares e pessoas de confiança, é importante procurar atendimento jurídico, psicológico e policial para interromper o ciclo de violência.
Os atendimentos podem ser feitos na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), pelo telefone (68) 3221-4799, ou em qualquer delegacia da Polícia Civil.
Também é possível acionar a Central de Atendimento à Mulher, pelo Disque 180, e a Polícia Militar, pelo 190, em situações de emergência.
Outros serviços disponíveis incluem o Centro de Atendimento à Vítima (CAV), pelo telefone (68) 99993-4701; a Secretaria de Estado da Mulher (Semulher), pelo número (68) 99605-0657; e a Casa Rosa Mulher, no telefone (68) 3221-0826.



