Eduardo da Costa Azevedo foi condenado a 18 anos e 6 meses de prisão, em regime inicialmente fechado, pelo assassinato da própria mãe, Márcia Maria da Costa Azevedo, em Rio Branco. O julgamento foi realizado nesta terça-feira (6), no Fórum Criminal da capital, pelo Conselho de Sentença da 1ª Vara do Tribunal do Júri.
Além do homicídio, Eduardo também foi responsabilizado por fraude processual. Durante o interrogatório em plenário, ele confessou ter matado a mãe e relatou que os dois mantinham uma relação marcada por conflitos.
O crime aconteceu na manhã de 2 de novembro de 2024, dentro da residência da família, na Rua Álvaro Inácio, no Conjunto Esperança. De acordo com a investigação, mãe e filho discutiram antes de Eduardo pegar uma faca e atingir Márcia diversas vezes. Ela morreu ainda no local.
Tentativa de despistar a investigação
Depois do assassinato, Eduardo deixou a casa e foi trabalhar. Horas depois, retornou ao imóvel acompanhado de uma amiga e teria simulado que estava encontrando a mãe morta naquele momento.

A Polícia Civil passou a desconfiar da versão apresentada após o rapaz entrar em contradição durante os questionamentos feitos pelos agentes da Equipe de Pronto Emprego (EPE), que atuaram nas primeiras diligências do caso. Ele acabou sendo levado para a delegacia e confessou o crime.
Na época, a investigação apontou que a discussão teria começado durante o café da manhã. Eduardo disse à polícia que a mãe não queria que ele comesse um pão que havia acabado de ser comprado e que o desentendimento evoluiu para agressões. A vítima foi atingida por cinco golpes de faca, segundo informações reunidas durante o inquérito.
Perícia influenciou cálculo da pena
Durante o processo, Eduardo passou por uma avaliação pericial para analisar sua condição mental no momento do crime.
O laudo concluiu que ele tinha capacidade de compreender que o ato era ilícito, mas apresentava comprometimento parcial da capacidade de controlar os próprios impulsos e de se autodeterminar. Essa condição de semi-imputabilidade foi considerada pela Justiça na dosimetria e resultou em redução da pena.
Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença reconheceu a responsabilidade de Eduardo pelo feminicídio e pela fraude processual.
Condenado segue preso
A sentença fixou a pena em 18 anos e 6 meses de reclusão, com início em regime fechado.
O juiz também negou ao condenado o direito de recorrer em liberdade. Com isso, Eduardo permanece preso enquanto a defesa pode apresentar recurso contra a decisão.
O crime ocorreu há quase dois anos e ganhou repercussão em Rio Branco pela forma como a investigação avançou poucas horas após o corpo de Márcia ser encontrado. Eduardo chegou a tentar afastar de si a suspeita, mas acabou identificado como autor ainda no dia do assassinato.



