Cameli defende que a mudança trará economia ao Estado
O governador Gladson Cameli, concedeu entrevista coletiva à imprensa na manhã desta quinta-feira (28), no Palácio Rio Branco, sobre a reforma da previdência no estado.
Durante a entrevista, Cameli citou a importância da reforma para que o estado assegure os direitos dos trabalhadores em receber a aposentadoria. Apontou artigos que deixam o texto da reforma do estado bem menos agressivo que o da União. Falou sobre a importância da aprovação para a renegociação de dívidas e fez questão de frisar que não houve nenhum tipo de pressão, por parte do Estado, para que o texto fosse aprovado pelos deputados.
Em número, o governador repassou a expectativa de economia para os próximos dez anos. “é próximo de 3,2 bilhões nos próximos anos. A economia já pode cair de 45, que é o déficit mensal, já vai cair pra 37, a partir do próximo mês. Oito milhões, que sem tirar dos cofres, já ajuda mais para que a gente possa melhorar as condições do Estado.”
O governador sabe que, ao ter a nova previdência do Estado aprovada, vai precisar enfrentar resistência por parte de alguns sindicatos. Cameli se mostra bastante consciente de ter feito o que considerava certo e não afasta a possibilidade de conversar com todas essas lideranças sindicais. “ Se quiserem continuar com o dialogo, com o debate, sentar na mesa… nós vamos sim. Todos sabem que eu não tenho problema em debater, agora, quando querem politizar, não tem santo que resolva”.
Por fim, o governo fez alguns anúncios. Gladson Cameli não descarta a possibilidade de enxugar a folha, de abrir novos concursos e de, até o fim deste ano, realizar mais um chamamento de servidores efetivos. “Vamos chamar 343 professores efetivos. Estou preparando a data para anunciar, brevemente, o decreto dos novos policiais civis e militares, e para o próximo ano, com o equilíbrio nosso da folha de pagamento, nós queremos promover, ainda não tem data, espero que seja ano que vem, fazer concursos públicos em diversas áreas.”
Sobre a reforma
O texto da reforma da previdência, encaminhado pelo Executivo, deu entrada na Assembleia Legislativa do Acre no último dia cinco. Sindicalistas logo se mobilizaram e conseguiram adiar a votação. Por três semanas, as rodadas de conversas e debates foram intensas. Mas, sob um forte esquema policial e com o prédio da Aleac isolado, na sessão da última terça-feira (26), a nova previdência do estado foi aprovada por 17 votos favoráveis e 6 contra.



