Ação conjunta no “Arco do Desmatamento”
O Exército deve ajudar os órgãos ambientais no combate aos incêndios florestais, principalmente nas regiões que compreendem os municípios Manoel Urbano a Mâncio Lima. A região é chamada de “arco do desmatamento”.
Por causa do desmatamento avançado nessas áreas, a tendência é que os proprietários comecem a colocar fogo na vegetação seca nessa época do ano. O Imac, o Instituto de Meio Ambiente do Acre montou um esquema especial de vigilância nesses municípios, já começou a monitorar onde podem surgir os focos.
Nas regiões do Alto e Baixo Acre, o maior índice de queimadas fica na beira dos ramais e estradas. O mato seco vira combustível nessa temperatura alta, basta uma fagulha e logo tudo vira cinzas.
Quando chega julho, a falta de consciência ajuda a deixar o clima mais quente e perigoso à saúde, disse o superintendente do Imac, Paulinho Viana, que ressaltou também sobre o problema de outro tipo de queimada: a urbana. “As queimadas estão por toda parte, inclusive na área urbana: lixo, entulho, restos de árvores, tudo é queimado”.
Só em Rio Branco, o Corpo de Bombeiros recebe em média por dia 40 chamadas para combater focos de incêndio. Se não bastasse em agosto começam os incêndios florestais.
No ano passado, o Imac aplicou em multas, por queimadas, R$ 2,5 milhões. Muitas propriedades foram embargadas. Hoje, os proprietários não podem vender nada da produção.
Mas, as punições não parecem surtir efeito. Na região que compreende o baixo e alto Acre, não existem riscos de incêndios florestais, entretanto não param as queimadas de beira de estrada e nos pastos.
Equipes estão sendo montadas em Brasileia e vão começar a atuar nas multas para ver se barra a ação de quem insiste em queimar.



