Em 9 anos passaram pesssoas de 35 nacionalidades aqui
O Acre continua como rota de fuga dos haitianos. Desde 2010, quando um terremoto devastou o país e deixou mais de 300 mil pessoas mortas, parte desses migrantes se refugia no Brasil.
Apesar desse tráfego ter diminuído, eles ainda passam pelo estado. A Secretaria de Assistência Social, dos Direitos Humanos e de Políticas para as Mulheres (Seasdhm) acompanha esses casos. “Eles têm a cidade como passagem, poucos permanecem, os que permanecem são aqueles que não têm condições financeiras mesmo e precisam do aporte do Estado, do Município” explica Claire Cameli, responsável pela pasta.
De 2010 até agora, migrantes de 35 nacionalidades já passaram pelo Acre. A maior parte é do Haiti com 37.602 pessoas, em seguida vem Senegal, com 5.557 refugiados, 405 pessoas da República Dominicana e agora 109 venezuelanos, que são os que mais têm aumentado, devido a recente crise econômica, política e social do país.
Oficialmente, 43.902 migrantes deram entrada no Acre, a questão é que nem todos os refugiados procuram o governo, por isso não há um controle do número exato de pessoas que entram no Brasil pelo estado.
O Acre ainda não possui uma casa de passagem para receber os migrantes refugiados, mas a meta do Governo é construir duas em 2020, uma em Rio Branco e outra em Epitaciolândia. Além disso, um centro de referências deve ser criado para fazer a triagem e o encaminhamento dessas pessoas. “Em parceria com os órgãos federais , estaduais, sociedade civil organizada, nós estamos aí montando um planejamento, nós estamos criando um protocolo de atendimento, porque essa política vai ser sim institucionalizada em todos os estados para que a gente possa atender essas famílias”, garante a secretária.



