Acre tem 104 médicos de Cuba: 64% do atendimento básico
Os 104 médicos cubanos que atuam no Acre representam 64% do atendimento básico em Saúde no Estado. A saída desses profissionais preocupa a gestão da saúde pública. “A ausência desses médicos pode significar um impacto preocupante nas unidades de média e alta complexidade”, reconheceu o secretário de Estado de Saúde, Rui Arruda em nota oficial que trata do problema.
A saída dos profissionais que fazem parte do programa federal Mais Médicos é parte da decisão do Governo de Cuba que reagiu às declarações do presidente eleito Jair Bolsonaro que colocou em dúvida a eficácia da formação dos profissionais daquele país. A formação acadêmica dos médicos cubanos prioriza o tratamento preventivo.
A íntegra da nota do secretário está a seguir:
Nota de Esclarecimento
Em relação a saída do governo de Cuba do Programa Mais Médicos, desenvolvido por meio de parceria com a Organização Panamericana de Saúde (OPAS), a Secretaria Estadual de Saúde afirma que respeita a decisão, mas enfatiza sua preocupação com os efeitos negativos na atenção básica, principalmente nos municípios menores e difícil acesso.
Vale ressaltar que os 104 médicos cubanos que temos no Acre representam um percentual de mais de 64% dos profissionais que atendem, atualmente, na atenção básica de saúde.
A ausência desses médicos pode significar um impacto preocupante nas unidades de média e alta complexidade.
Rio Branco, 14 de novembro de 2018.
Rui Arruda
Secretário de Saúde do Acre



