A Polícia Civil investiga como possível homicídio a morte de José Lucas Campos do Nascimento, de 25 anos, encontrado em avançado estado de decomposição em uma área de mata na Vila Albert Sampaio, em Rio Branco. O corpo foi localizado no início da tarde deste domingo (18), após um morador perceber um forte odor vindo da vegetação.
José Lucas não era visto desde quinta-feira (15). Durante o período em que esteve desaparecido, moradores relataram às autoridades terem ouvido disparos de arma de fogo na região. A relação entre os tiros e a morte ainda será esclarecida pela investigação.
A área foi isolada pela Polícia Militar até a chegada das equipes da Polícia Civil e da perícia. Após os primeiros levantamentos, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passará pelos exames necessários para ajudar a determinar a causa da morte.
Histórico de violência entra na apuração
Um dos pontos que devem ser considerados pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) é o histórico recente de violência envolvendo José Lucas.
Segundo informações preliminares repassadas à polícia, ele teve a mão direita decepada no ano passado, em um episódio atribuído a uma suposta punição aplicada por integrantes de uma organização criminosa. Essa versão ainda deverá ser confrontada com outros elementos durante a investigação.
Além disso, em maio deste ano, José Lucas foi espancado em uma casa abandonada na própria Vila Albert Sampaio. Na ocasião, testemunhas relataram que ele foi atacado com coronhadas e golpes de ripa depois de afirmar que sabia onde estariam escondidas armas de uma facção rival. Ele foi socorrido com suspeita de fratura no braço e traumatismo craniano leve.
Esse episódio aconteceu cerca de quatro meses antes da morte.
Corpo foi localizado próximo a uma residência
O cadáver foi encontrado a cerca de 30 metros de uma casa depois que um morador sentiu um cheiro forte e percebeu movimentação de urubus sobre a área de mata. Ao entrar no terreno para verificar o que havia acontecido, ele encontrou o corpo e acionou as autoridades.
Devido ao estado de decomposição, a perícia será fundamental para esclarecer há quanto tempo José Lucas estava morto e se havia ferimentos compatíveis com disparos de arma de fogo.
Investigadores da Equipe de Pronto Emprego da Polícia Civil fizeram os primeiros levantamentos ainda no local. A partir de agora, o caso fica sob responsabilidade da DHPP.
Até o momento, não há informação sobre suspeitos identificados ou presos. A investigação deverá reunir depoimentos, resultados periciais e outras informações para esclarecer quando e como José Lucas morreu e quem pode estar envolvido no caso.




