Candidato também pediu voto para Dilma Rousseff
Com quase uma hora de atraso, o avião de Lula aterrissou na pista em obras do Aeroporto Internacional de Rio Branco. O espaço está interditado para outras aeronaves, mas houve tratamento excepcional ao ex-presidente, recebido com festa pela militância que se acotovelava no saguão de desembarque desde cedo.
Lula veio por um motivo: ajudar o companheiro Tião Viana que, nas pesquisas feitas por institutos locais registram empate técnico entre o petista e o tucano Marcio Bittar. “Cada vez que eu retorno ao Acre eu vejo o resultado positivo do trabalho de Jorge e Tião. É uma coisa extraordinária”, disse o ex-presidente driblando o barulho ensurdecedor da militância. “Isso é resultado de uma aliança que foi feita com o Governo Federal há 12 anos”.
A fala do ex-presidente esconde uma crítica. Na verdade, a “aliança” com o Governo Federal no Acre é mais velha que 12 anos. Lula esqueceu que antes de chegar à Presidência, o então governador Jorge Viana tinha como vice-governador Edson Cadaxo, uma das maiores expressões do PSDB local. Foi nessa época também que Jorge Viana estabeleceu parceria com o então presidente Fernando Henrique Cardoso.
O ex-presidente aproveitou para falar da candidata Dilma Rousseff. “Dilma é a melhor opção para o Brasil”, pediu.
O ex-presidente gravou programa político para a coligação Frente Popular do Acre, liderada pelo PT e discursou no Calçadão da Gameleira, um dos pontos históricos da Capital, Rio Branco. Do Acre, Lula segue para Manaus.



