Autoridades estão em alerta para evitar conflitos na fronteira
Na manhã desta terça (29), as ruas do centro de Cochabamba foram palco de mais atos de protesto por aqueles que não são favoráveis aos resultados das eleições e defendem o 2º turno das eleições.
Um pinheiro, situado na praça das bandeiras, onde com frequência acontecem as manifestações, foi incendiado. De forma simultânea, populares realizavam outros atos pelas principais avenidas da cidade.
Desde o resultado das eleições de domingo (20), a Bolívia se vê envolvida por manifestantes que acusam Evo Morales de fraudar os resultados e aqueles que acusam os opositores de tentarem um Golpe de Estado.
Os conflitos tomaram proporções maiores com o envolvimento, nesta segunda-feira (28), das entidades representativas que apoiam Evo Morales e bloqueiam as principais estradas do país.
A decisão pró-Evo, que conta com a participação da Federação dos mineradores, sindicatos rurais (camponeses) e comunidades indígenas, deixa os Departamentos de Santa Cruz a Cochabamba, onde existe grande comunidade de estudantes universitários brasileiros, isolados de forma indefinida. Com isso, há grande risco, de alimentos essenciais comecem a faltar nessas localidades.
Já na região fronteiriça de Brasiléia com Cobija, os comandos militares estão em alerta para impedir que manifestações semelhantes aos de Cochabamba e Santa Cruz se reproduzam e tentem bloquear a Ponte Wilson Pinheiro.


