Como Marcus e Ney crescem naturalmente nos bastidores
Há dois pontos de partida. O primeiro remete a um raciocínio do então governador Jorge Viana: “na Frente Popular, não há carreiristas na Política. Nesse grupo, compromete-se com a população em determinado cargo e termina-se o mandato. Até o final. Não se abandona o mandato no meio do caminho para pleitear cargo mais elevado”.
O segundo ponto de partida é mais genérico e guarda relação com a crônica política brasileira. Diz o seguinte: no Brasil, os palanques nunca são desfeitos. Raciocina-se, sempre, uma eleição puxando a outra.
Esses dois raciocínios como referência reduzem a poucos nomes que podem suceder Tião Viana. Marcus Alexandre tem o “compromisso” assumido com a população da Capital até 31 de dezembro de 2016.
Caso seja ele o nome que a FPA ofereça para suceder Tião Viana, o prefeito teria que quebrar a regra de ouro da coligação e jogar na cara do agora senador Jorge Viana de que há carreiristas, sim, no grupo. Uma vez reeleito, Marcus teria que abandonar na metade um possível segundo mandato de prefeito.
Se se quiser preservar a conduta que enche de orgulho as lideranças da Frente, um nome que começa a se destacar na FPA, respaldado com mais de 10 mil votos e com a possibilidade de ter agora a presidência da Aleac nas mãos, é o de Ney Amorim, atual primeiro-secretário da Aleac.
Entre 2016 e 2018 onde ficaria Marcus Alexandre? No Governo, assumindo uma pasta na gestão do estado que possa dar-lhe visibilidade nos 22 municípios. Essa “dinâmica” foi usada com o então candidato derrotado Angelim (quando perdeu para Flaviano Melo): assumiu a Secretaria das Cidades e foi prefeito de Rio Branco tempos depois.
Há uma outra possibilidade: sair com Marcus Alexandre para reeleição com a insegurança jurídica de uma sucessão em família. Tião Viana já fez declarações em rodas restritas de que gostaria que Marcus Alexandre o sucedesse.
Resta combinar com eleitor que tem demonstrado certo “cansaço” com as propostas da Frente, sobretudo nas três últimas eleições.



