“Aproveitadores querem lucrar com problema social”
O Ministério Público do Acre e o Procon se unem para identificar possível prática de preço abusivo de combustível durante a greve dos caminhoneiros. O MP já investigava os postos de abastecimento de Rio Branco antes da mobilização.
Na semana passada, a Coordenadoria de Defesa do Consumidor ampliou a linha de fiscalização por causa da paralisação dos caminhoneiros.
Antes a promotoria queria saber, em números, por que os preços do litro da gasolina e diesel, no estado, são os mais caros do país. Seria realmente pelos custos do frete ou os empresários aproveitam esse discurso para ampliar os lucros?
Nessa nova fase da fiscalização, o Procon está passando em todos os postos de abastecimento para verificar se os empresários não estão cobrando preços abusivos, aproveitando a escassez do diesel e da gasolina nos postos.
Denúncia aponta que as bombas tiveram preços reajustados mesmo o empresário ofertando o estoque antigo.
Para a promotora especializada de Defesa do Consumidor, Alessandra Marques, não justifica o aumento se o produto não foi comprado com preço mais caro. “Fechamos parceria com o Procon para verificar essa prática comum que acontece assim que temos algum estado mais crítico. Os aproveitadores aparecem para lucrar com o problema da sociedade”, relatou.
O Procon está verificando o preço praticado em cada posto. Quem for flagrado com a acusação de prática de preço abusivo, além da multa, vai ser processado pelo Ministério Público e exigida indenização por dano social e ainda pode ser obrigado a reduzir o preço.
Até a manhã dessa quarta-feira, 33 postos receberam a visita do Procon em Rio Branco. Ainda faltam mais 30. O problema é que o órgão de defesa do consumidor conta com apenas uma equipe para fazer esse trabalho.
Nesse primeiro momento, o Ministério Público vai fiscalizar os postos e na segunda etapa da fiscalização será a vez do comércio que revende gêneros alimentícios.



