Bocalom foi a ausência mais percebida
Em entrevista coletiva, o candidato ao governo pelo PSL, Coronel Ulysses, disse que foi vítima de notícias falsas e que, em momento algum, pensou em desistir da sua candidatura. Relatou que jamais negociou o apoio ao pré-candidato do partido Progressista, Gladson Cameli.
“Não venderei minha honra por 5, 10 ou 100 milhões. Estou mantendo minha candidatura. Não conversei com ninguém sobre minha desistência e só eu posso falar por mim”, alegou.
Questionado por que ficou em silêncio por dois dias enquanto os jornais e blogs exploravam sua saída e apoio a Gladson, o candidato simplesmente falou que estava em meditação e desligou o telefone. “Fiquei esses dias analisando toda essa situação. Agora posso vir a público e falar tranquilamente que minha decisão de ser governador do Acre continua”, disse.
Perguntado se os boatos das últimas 48 horas enfraqueceriam a candidatura, Ulysses, foi ríspido. “Vai é ficar mais forte e vou para segundo turno”. O candidato pelo PSL coronel Ulysses chegou à coletiva de imprensa sem o maior aliado e defensor de sua candidatura: Sebastião Bocalom.
Ao chegar na sede do partido encontrou um grupo animado, que nas últimas horas estava preocupado com o destino do PSL. Nos últimos dois dias, os jornais e blogs anunciaram a desistência de Ulysses em concorrer ao governo.
Nessa sexta-feira, com tom austero, Ulysses, disse que tudo não passou de mentiras, boatos espalhados pela cidade. Em nenhum momento ele desistiu da candidatura. O mais difícil para o candidato foi explicar porque ele levou 48 horas para vir a público explicar todos os boatos. Assim que a notícia se espalhou, ele desapareceu e não atendia as ligações telefônicas.
Quanto às conversas com o PP, Coronel Ulysses, disse que nunca conversou com Gladson Cameli. “Nós fomos procurados, mas como temos ideais diferentes não concordo com a aliança”, garantiu.



