Fuga de debates é o argumento dos oposicionistas
A oposição insiste em que a Câmara participe das discussões sobre o reajuste da tarifa do transporte coletivo. No ano passado, a base do prefeito conseguiu aprovar uma lei tirando a Câmara de qualquer análise e votação sobre a tarifa. Para a oposição foi uma forma de a prefeitura acabar com os questionamentos sobre os reajustes.
Nessa terça-feira, até um vídeo de um técnico foi levado à sessão explicando como deve ser feita a análise da planilha das empresas do transporte coletivo.
Na reunião do conselho tarifário na semana passada, os empresários divulgaram que estão com prejuízos e por isso querem uma tarifa 30% maior. Passaria de R$ 3,50 para R$ 4,55. Valores contestados pela oposição.
“Não existe empresa boazinha. Como uma empresa aguenta trabalhar com prejuízo de um milhão de reais por mês. Eu não acredito nessa história, essas empresas estão mentindo”, alegou vereador Roberto Duarte.
O vereador Roberto Duarte informou ainda que, no ano passado, a prefeitura repassou em forma de subsídio mais de R$ 11 milhões para as empresas do transporte coletivo.
As empresas reduziram seus custos, demitindo mais de 200 cobradores e para saber se realmente as planilhas apresentadas com os custos dos ônibus estão corretas é preciso contratar técnicos, e essa parte a câmara poderia fazer.
Mas, o presidente da Comissão de Transporte da Câmara, vereador Railson Correia, não comunga dessa proposta. Para ele o conselho tarifário tem condições de analisar as planilhas e os vereadores podem fazer seu trabalho que é fiscalizar.
“O nosso trabalho não foi retirado. O vereador pode continuar seu trabalho verificando como funciona o sistema. Quanto à tarifa, o conselho tem todas as condições para analisar a proposta das empresas”, disse.



