Ideia é que mulher pode frequentar qualquer ambiente
Policiais Militares da Patrulha Maria da Penha iniciaram na noite da quarta-feira (12), no jogo do Galvez contra o Vila Nova, pela Copa do Brasil, uma campanha intitulada “Lugar de mulher é onde ela quiser”.
“A ideia da campanha é que mulher também podem frequentar e se sentir acolhida em ambientes “masculinizados”, culturalmente tidos como para homens”, é o que explica a idealizadora do projeto Major Alexsandra Rocha.
Segundo Rocha, o projeto surgiu após acompanhar reportagens onde mulheres reclamavam dos assédios vividos em estádios de futebol. A atitude em prol da conscientização das pessoas sobre as mulheres terem o direito de ocupar qualquer espaço vai seguir pelo ano de 2020.
“Entregaremos panfletos e orientamos no que diz respeito ao assédio nos dias de jogos de maior público durante o ano”, afirma a Major.
Assédio nos estádios
De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2018 mais da metade da população brasileira era composta de mulheres, sendo 51,7%.
Isso significa que elas estão por toda parte, incluindo nas arquibancadas, torcendo pelos seus times. Do ponto de vista humano e de direitos das mulheres, elas têm o direito de frequentarem esse espaço e terem o respeito que merecem, porém, na prático não é isso que acontece.
Mas, não são só as torcedoras que enfrentam esse tipo de assédio, em 2018 as jornalistas que trabalham com esportes iniciaram uma campanha nas redes sociais chamada #DeixaElaTrabalhar.



