Pressão sobre o Executivo por reajuste aprovada na Aleac
Com apenas 40 participantes, a assembleia dos servidores da Saúde, que poderia decidir por uma greve geral da categoria, foi adiada para o próximo dia 16. A galeria do auditório do Hospital das Clínicas ficou com quase todas as cadeiras vazias. Os trabalhadores da Saúde não atenderam ao chamado do sindicato que discutiria reajuste salarial.
Em um acordo fechado no mês de março desse ano, o governo se comprometeu em reajustar os salários dos trabalhadores. Os índices variam de 14% a 33%. Os técnicos em saúde seriam os maiores beneficiados, pois seria incorporada ao salário uma gratificação. O aumento passaria a valer em fevereiro de 2017.
O que preocupa os sindicalistas é que o projeto de lei com os valores dos reajustes não foi enviado à Assembleia Legislativa. O sindicato está com medo de o governo não cumprir o acordo e, por isso, pretende fazer paralisações e até greve geral para forçar o Executivo a cumprir a palavra.
“Mas, com um número tão reduzido de servidores na assembleia não deu para tomar decisão tão importante”, disse o presidente do sindicato João Batista Ferreira.
O sindicalista reclamou que o governo enviou para a Assembleia Legislativa os projetos de lei para reajuste salarial da Polícia Militar, entretanto, da Saúde, Educação e Polícia Civil ainda não apareceram.
“O governo alega que está no limite de gastos com pessoal e essa pode ser a desculpa para não passar os reajustes. O governador poderia rapidamente resolver isso bastaria reduzir a quantidade de cargos comissionados”, sugeriu.
O sindicato adiou para o dia 16 a próxima assembleia para ganhar força. Se não pressionar o Estado, o projeto de lei não será votado entre os deputados e não entrará no orçamento de 2017.



