Atualmente, há 600 servidores em toda estrutura
O prefeito de Jordão, Elson Farias, pode ser obrigado a demitir mais de 200 servidores do quadro para garantir o ano letivo de 2017 na área rural.
Até a semana passada, as escolas ribeirinhas e nos ramais estavam fechadas. A prefeitura não tinha professor para assumir as salas de aula, e ficou impedida, por determinação do Tribunal de Contas do Estado de contratar professores provisórios e até de fazer com concurso.
O município com 7,5 mil habitantes gasta 69,75% do orçamento com a folha de pagamento. Atualmente, a pequena prefeitura tem mais de 600 servidores, e o mais interessante é que existem poucos professores no quadro: são apenas 100.
Em compensação, existem mais de 200 funcionários de apoio: sobra gente na limpeza das escolas.
Nesta semana, as aulas puderam ser reiniciadas. Por causa da emergência, para os alunos não perderem o ano letivo, o TCE autorizou a contratação de alguns professores com contratos provisórios, mas, ficam até dezembro desse ano, depois, a prefeitura não vai poder contratá-los.
O prefeito do município disse não ter outra alternativa a não ser demitir servidores da ativa, pessoas que já estão alguns anos na prefeitura.
Para deixar a folha de pagamento com os gastos permitidos pela lei de responsabilidade fiscal, cerca de 200 funcionários serão demitidos. Segundo Elson Farias, há outro problema: Jordão é um dos mais pobres e isolados municípios do Acre. Não existem empregos.
“Essas pessoas ficariam sem renda e aumentaria o nível de pobreza na cidade, por isso estamos protelando essa decisão, mas via chegar ao ponto de ter que colocar esse pessoal na rua, caso contrário os alunos ficam sem aula no ano que vem”, explicou.
Jordão vive dos repasses do Governo Federal. O Bolsa-família ajuda a circular mensalmente cerca de R$ 500 mil. A prefeitura gasta mais R$ 800 mil com a folha de pagamento. As obras são raras e a arrecadação com impostos praticamente não existe.



