Tanísio de Sá ignora crise com projeto enviado à Câmara
Ao mesmo tempo em que reclama da falta de dinheiro, o atual prefeito de Manoel Urbano, Tanízio de Sá, enviou para a Câmara de Vereadores projeto de lei criando 13º salário para ele, o vice e secretários municipais.
Os vereadores de oposição conseguiram arquivar a matéria do governo e aprovaram outro projeto de lei, desta vez, reduzindo em 33% os salários do prefeito, do vice e secretários.
A aprovação foi na semana passada e agora os salários ficam assim: o prefeito recebe R$ 15 mil, vai passar a receber R$ 10,05 mil; o vice R$ 12 mil com a mudança foi para R$ 8,04 mil e os secretários saem dos R$ 4,5 mil para R$ 3,01 mil.
O vereador Luiz Castro do PSDB, autor do projeto, disse não entender como o prefeito pode falar em redução de gastos e criar décimo terceiro salário que não existia só para ter uma despesa a mais. “Ele vive reclamando que o município não tem recursos, tirou adicional de insalubridade, gratificações e chegou a ameaçar demitir funcionários concursados, tudo isso para reduzir a folha de pagamento, mas, ao mesmo tempo, enviou à Câmara de Vereadores um projeto de lei criando o décimo terceiro salário para ele o vice e os secretários. Fizemos o contrário”, declarou.
O vereador disse que a Câmara não mexeu com os salários dos vereadores que recebem R$ 3 mil por mês.
O prefeito Tanízio de Sá disse que o projeto de lei aprovado pela Câmara é inconstitucional. “Os vereadores só podem alterar salários de uma legislatura para outra. Eles nem tiveram a coragem de enviar o projeto para prefeitura. Eu não vou sancionar e, assim que publicada, vou acionar juridicamente a Câmara”, ameaçou.



