Gestor não diz quanto e nem onde gastou dinheiro público
Nos últimos meses, um dos trabalhos do prefeito de Plácido de Castro, Gedeon Barros, é colecionar multas do Tribunal de Contas do Estado. Gedeon não enviou a prestação de contas do ano de 2017 e não envia os relatórios de gestão fiscal que devem estar no TCE a cada dois meses.
O prefeito esqueceu que todo gestor público é obrigado a prestar contas. No mês de março, os prefeitos e presidentes de Câmara devem enviar os relatórios aos tribunais de contas com as receitas e despesas do ano anterior. No caso de Gedeon Barros, ninguém sabe quanto o prefeito recebeu, quanto gastou e onde gastou.
Os prefeitos também são obrigados a enviar relatórios de gestão fiscal a cada dois meses. Esse ano, o prefeito Gedeon vem agindo como se a Lei de Responsabilidade Fiscal e o Tribunal de Contas não existissem: nenhum relatório foi enviado. Já são cinco multas pelo não envio dos documentos.
Sem saber o que Gedeon fez com os recursos de Plácido de Castro, o TCE abriu uma investigação chamada de tomada de conta especial. Técnicos foram enviados ao município para levantar todos os recursos que deram entrada e onde o dinheiro foi parar.
O prefeito Gedeon pode ser condenado a devolver todo o dinheiro que consta no orçamento de 2017. Só de repasses do Governo Federal foram mais de R$ 13 milhões. Essa pena já foi aplicada ao ex-prefeito de Bujari em 2016, quando deixou de prestar contas.
O problema é que os prefeitos nunca vão devolver esse dinheiro e o município continuará enfrentando problemas em áreas básicas como Saúde, Educação e até na limpeza da cidade.
Por dois dias seguidos, o prefeito Gedeon marcou entrevista com nossa equipe. No entanto, foi impossível conversar com o gestor e saber por que ele deixou de informar ao Tribunal de Contas e à população quanto dinheiro chegou ao município e como foi gasto.
Outros dois prefeitos: de Sena Madureira, Mazinho Serafim, e de Porto Acre, Bené Damasceno, também deixaram de entregar a prestação de contas no prazo correto. Os documentos foram enviados meses depois. Os dois podem enfrentar problemas na prestação de contas por causa do atraso.



