A Justiça do Trabalho determinou a retenção dos recursos repassados pela Prefeitura de Rio Branco à empresa Ricco Transportes. A medida atinge os subsídios pagos pelo município por cada passageiro transportado e busca garantir o pagamento de salários atrasados e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) dos trabalhadores.
Além da retenção dos recursos, a Justiça também determinou o bloqueio de veículos da empresa. A Prefeitura de Rio Branco, no entanto, ingressou com um recurso na Justiça de São Paulo para tentar impedir o bloqueio.
A decisão gerou críticas de vereadores da oposição, que acusam a gestão municipal de agir em defesa da empresa, apesar das reclamações envolvendo atrasos salariais e a qualidade do serviço prestado à população.
O vereador Eber Machado criticou a postura do município diante da decisão judicial.
“O município deu um mau exemplo. O município é para trabalhar suas obrigações de forma verdadeira e clara. O que a Prefeitura de Rio Branco fez? A Prefeitura se preocupou com uma empresa que não tem mais o respeito da nossa população e que continua prestando um desserviço com essas sucatas aqui”, diz o parlamentar.
As críticas aumentaram porque, segundo os parlamentares, o prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, havia prometido preparar um novo contrato emergencial para contratar outra empresa para operar o transporte coletivo da capital. Três semanas após o anúncio, a Ricco segue responsável pelo serviço.
Diante da situação, vereadores da oposição voltaram a defender a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o sistema de transporte público.
A proposta, no entanto, ainda não avançou na Câmara Municipal. Para a instalação da CPI são necessárias sete assinaturas, mas apenas cinco vereadores aderiram ao pedido.
Eber Machado afirmou que uma investigação poderia ajudar a esclarecer os problemas enfrentados pelo sistema de transporte coletivo.
“Se nós tivéssemos feito essa CPI, essa pouca vergonha já teria acabado, com certeza. Saiu o prefeito que disse que ia abrir a caixa-preta, não abriu, e entrou agora o prefeito que disse que em menos de 60 dias resolveria a situação, e continua do mesmo jeito”, conclui o vereador.
Matéria em vídeo produzida pelo repórter Adailson Oliveira e editada pelo site Agazeta.net


