Invasores do Rui Lino 3 chegam à Aleac
Os moradores que invadiram as casas desocupadas do Conjunto Rui Lino 3 estão acampados no saguão da Assembleia Legislativa do Acre. Eles foram retirados das casas em uma ação coordenada pela Polícia Civil e executada pela Polícia Militar e Sehab.
Ao sair do conjunto habitacional, fecharam o Terminal Urbano. De lá, acamparam na Aleac. Passaram a fria noite ali, no hall do parlamento. As lideranças do movimento de protesto querem buscar apoio político para pressionar o governo do Acre a definir a situação em relação a quem beneficiará com as casas desocupadas pela Operação Lares.
A Aleac, como uma extensão do Palácio Rio Branco, não deve incomodar o governador Tião Viana, alvo de muitas críticas dos invasores, oriundos, sobretudo do Baco do H, localizado no Conjunto Esperança.
Não será pelo movimento que Viana encaminhará mais rápido ou menos rápido os processos. O governo já deu demonstrações de descontrole do processo quando diretores da Secretaria de Estado de Habitação venderam casas que deveriam beneficiar famílias de baixa renda pelo programa federal Minha Casa Minha Vida.
Um esquema que o secretário da pasta, Jamyl Asfury, disse desconhecer. Um dos envolvidos diretamente no esquema era assessor de Asfury desde a época de parlamento.
O que deve acontecer, conhecendo o histórico da Aleac? Será formada uma comissão de lideranças dos moradores do Beco do H e será feita uma reunião com a equipe da Sehab quando se fará um acordo e se arrancará o compromisso dos moradores de não mais invadir casas, missão da Aleac na negociação.
Acoberta-se a realidade com mediação política e nada fica resolvido. É o histórico.



