Leilão é um marco no segmento e gera insegurança
A Eletroacre, a Companhia Energética de Rondônia (Ceron) e a Boa Vista Energia foram vendidas para a iniciativa privada. O valor que a Eletrobras conseguiu com o leilão realizado hoje (30) foi de R$ 688 milhões.
Eletroacre e Ceron foram vendidas para a Energisa. Agora, a empresa é integrada por 11 distribuidoras. É a sétima maior empresa do segmento no país. De acordo com dados divulgados pela própria Energisa, só no período de 2014 a 2017, foram investidos cerca de R$ 4 bilhões. A Energisa está em todas as regiões do país com serviços prestados a cerca de 16 milhões de pessoas em 788 municípios.
As empresas são: Energisa Sergipe; Energisa Paraíba; Energisa Borborema; Energisa Minas Gerais; Energisa Nova Friburgo; Sul-Sudeste; Energisa Tocantins; Energisa Mato Grosso do Sul; Energisa Mato Grosso. Agora, soma-se a estas, a Eletroacre e a Ceron.
“Chegamos longe na nossa trajetória empreendedora de mais de 100 anos. A partir de hoje, estamos também no Acre e em Rondônia, com a vitória no leilão das empresas da Eletrobras. Com isso, nos tornamos 11 distribuidoras, consolidando uma presença ainda mais forte entre os maiores grupos de energia do Brasil. Estamos felizes e orgulhosos por poder levar a excelência nos serviços e no relacionamento com os nossos clientes para novos territórios”, comemorou o grupo em um dos perfis mantido em uma rede social.
Os acrianos somam-se ao atuais 6,5 milhões de clientes da Energisa. Uma situação vista com tristeza por parte do Sindicato dos Urbanitários que criticava o leilão por entender que a venda traz desemprego a quase 1,8 mil trabalhadores (entre efetivos e terceirizados) só na Eletroacre.
Além do desemprego, os trabalhadores do setor elétrico temem que a política de universalização do acesso á energia esteja comprometido a partir de agora.



