Faltam vacinas, remédios, médicos…
Um relatório com informações de 44 unidades de saúde de Rio Branco aponta falhas graves no atendimento de quem precisa dos serviços nos postos de saúde. O documento com 173 páginas foi apresentado durante a sessão da Câmara de Vereadores dessa quarta-feira, pelo vereador Roberto Duarte.
A maioria das unidades não tem dentista disponível, em outros faltam médicos constantemente. Muitas vezes, a pessoa vai para outro bairro em busca de uma consulta.
A maior reclamação foi quanto à falta de medicamentos como: captopil, indicado para pressão alta; nistantina e amoxilina. “Na verdade, os mais procurados são também os que mais faltam nas prateleiras”, disse o vereador Roberto Duarte.
O levantamento aponta que me alguns bairros a procura por determinados remédios é maior que em outros, isso mostra que se a prefeitura se organizasse conseguiria atender melhor quem tanto precisa do remédio. “É questão de gestão os problemas nos postos. Se fizesse um trabalho mais sério daria para colocar remédios suficientes para a população”, relatou.
Nossa equipe flagrou uma situação dessas na unidade de saúde no bairro Triângulo Novo. A dona de casa Marcela Souza, hoje, levou o filho para o posto em mais uma tentativa de conseguir as vacinas como a tetravalente e a rotavírus.
A criança de seis meses está sem receber as principais vacinas porque não existem nos estoques dos postos de saúde do Segundo Distrito de Rio Branco. “Meu filho está sem vacina há três meses. Daqui a pouco adoece grave e a única coisa que me dizem é que não tem e não sabe quando vai chegar”, reclamou.
O trabalho do vereador também apontou a estrutura física das unidades de saúde. O centro do bairro Triângulo Novo foi considerado o de pior estrutura do prédio e de atendimento.
Além de apresentar na Câmara, Duarte vai levar o relatório para o Ministério Público. A bancada de apoio à prefeita disse que as informações serão levadas à Secretaria de Saúde de Rio Branco para tentar acabar com os problemas.
Segundo o vereador Rodrigo Forneck, existe uma questão que precisa ser discutida, é que algumas informações estão velhas. A pesquisa do vereador começou em novembro de 2017 de lá pra cá muita coisa mudou.
“Eu sinto muito, mas algumas dessas reclamações já podem ter sido resolvidas pela prefeitura. De qualquer maneira, vamos analisar”, disse.



