“Eu estava com esse grito na garganta!”
“A oposição saberá se unir na hora certa”. A frase foi dita pelo presidente do PMDB, deputado federal Flaviano Melo, em recente entrevista ao site agazeta.net. A convenção desta sexta-feira (29) que referendou os nomes de Eliane Sinhasique e Alysson Bestene na disputa pela Prefeitura de Rio Branco ainda não deu margem para dizer que o parlamentar acertou no prognóstico.
Faltou um personagem: o deputado federal Wherles Rocha (PSDB). A ausência de Rocha é muito sentida porque nos bastidores da política local todos sabem que o tucano se elegeu deputado federal praticamente sem apoio do partido. Dito de outra forma: como poucos, Rocha encarna aquela parte do eleitorado que efetivamente é contra o projeto petista de gestão em curso no Acre desde 1999.
A ausência dessa peça no palanque da coligação Rio Branco do Futuro não pode ser desprezada. Mas, a fala do deputado Flaviano Melo ainda pode ser ajustada. Formalmente, a coligação liderada por Eliane e Alysson tem PMDB, PP, PSD, PMN, PTB, PPS e DEM. Mas, isso ainda pode mudar.
Ainda há possibilidade legal de o PSDB aderir à coligação, mesmo a convenção tendo sido formalizada ontem. Dá mais trabalho: outro protocolo em cartório tem que ser feito, outra convenção tem que ser realizada. Tudo depende dos argumentos apresentados à Justiça Eleitoral do por que o partido quer aderir à coligação e não o fez na primeira oportunidade.
Mas, é um esforço que pode valer à pena não apenas pelo simbolismo, mas pelos minutinhos a mais na propaganda da televisão.
Grito_ “Alô, meu povo! Eu estava com esse grito na garganta”. A forma alegre como Eliane saudou os militantes na convenção deu a largada oficial da campanha para a oposição: Marcus Alexandre, a partir de agora, tem uma concorrente paras as eleições de outubro.
Sinhasique ditou o ritmo da noite. Ela e Gladson Cameli pareciam mais à vontade no palco. Alysson se esforçou para espantar a natural timidez, mas cumpriu bem o papel ao trazer à discussão a valorização do debate e do ambiente democrático. Nos demais, percebia-se uma espécie de desconforto, sobretudo em Bocalom. Flaviano Melo, ao estilo, mostra-se mais à vontade nos bastidores.
Ele ainda trabalha com a possibilidade de conquistar o ninho tucano. Ontem mesmo, houve uma conversa entre Flaviano e Wherles Rocha. Não se chegou a um termo comum. “Eles continuam conversando”, garante uma fonte vinculada ao PMDB.
“Marcos do PT” é o bordão oposicionista
A oposição sabe que a marca “PT” não é identificada/relacionada pelo eleitor a Marcus Alexandre. Para a oposição, o desgaste do partido país a fora tem que ser tatuado no candidato petista aqui em Rio Branco.
Essa “tatuagem” encontrou na expressão “Marcos do PT” a forma adequada. Foi anunciada pelo senador Gladson Cameli quando o PP colocou o nome de Alysson Bestene à disposição da coligação Rio Branco do Futuro nesta semana.



