Os portões da Universidade Federal do Acre (Ufac) amanheceram bloqueados para veículos na manhã desta quinta-feira (14), durante mais um ato da greve nacional dos servidores técnico-administrativos da educação. A mobilização ocorreu na entrada do campus, em Rio Branco, e reuniu trabalhadores que cobram do governo federal o cumprimento de um acordo firmado após a greve da categoria em 2024.
O protesto permitiu apenas a entrada de pedestres e motocicletas e faz parte da paralisação nacional coordenada pela Federacao de Sindicatos de Trabalhadores Tecnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior (IES) públicas no Brasil.
Segundo os servidores, a manifestação teve como objetivo chamar atenção para reivindicações que, segundo a categoria, ainda não foram integralmente cumpridas mesmo após negociações realizadas no ano passado.
A greve dos técnicos da Ufac já dura 79 dias.
Serviços afetados
Apesar da paralisação, as aulas seguem acontecendo normalmente na universidade. O impacto maior tem sido registrado em setores administrativos e serviços de apoio acadêmico.
Bibliotecas, emissão de documentos, matrículas e parte do atendimento interno da instituição operam de forma reduzida desde o início do movimento.
Os servidores afirmam que o foco da mobilização é pressionar pelo cumprimento integral dos pontos acordados com o governo federal após a greve de mais de 100 dias registrada em 2024.
Entre as principais reivindicações está a implementação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), mecanismo voltado à valorização da qualificação profissional dos técnico-administrativos.
A categoria também cobra racionalização de cargos considerados extintos, reposicionamento de aposentados e manutenção da jornada de 30 horas.
Pautas internas da universidade
Além das demandas nacionais, os servidores da Ufac também apresentam reivindicações ligadas diretamente à estrutura da universidade.
Entre elas estão a revisão da Resolução Consad 27/2023, criação de políticas permanentes de combate ao assédio moral e sexual e elaboração de normas internas para relotação e redução de carga horária de servidores com deficiência.
Os trabalhadores também cobram recomposição do quadro de técnicos-administrativos no Colégio de Aplicação (CAP), ampliação da assistência psicológica aos servidores e melhorias nas condições de trabalho em laboratórios e setores administrativos.
Outra pauta defendida pelo movimento envolve a criação de cotas para técnicos-administrativos em cursos de pós-graduação e a ampliação da estrutura da Capsi, setor responsável pelo atendimento psicológico dentro da universidade.
O ato desta quinta aconteceu em um momento de grande circulação no campus e buscou aumentar a visibilidade da greve entre estudantes e comunidade acadêmica.
Com faixas, cartazes e bloqueio parcial da entrada principal, os manifestantes reforçaram críticas à lentidão no avanço das negociações e cobraram respostas concretas do governo federal.



