Possível troca “por questões políticas” é criticada
Os servidores do Incra-Acre pararam por alguns minutos o atendimento na manhã dessa segunda-feira, para chamar a atenção dos políticos do Estado que começaram a disputar as vagas dos órgãos públicos federais.
Desde o afastamento da presidente Dilma Rousseff, que se cogita a troca de cadeiras nesses órgãos, que sempre foram alvos dos partidos políticos.
Os trabalhadores querem acabar com o velho esquema: a escolha política para quem fica na superintendência do instituto. O Incra recebe anualmente recursos para manutenção de 165 projetos de assentamento no Acre e a criação de nossas áreas de parceleiros.
Os servidores querem a permanência do atual superintendente Marcio Rodrigo Alecio. Ele assumiu há 7 meses, é do quadro da casa e conhece todos os programas e projetos de assentamento, inclusive, é filho de assentado. Márcio é formado em Agronomia e tem doutorado em biotecnologia.
Segundo o presidente da Associação dos Servidores, Gilmar dos Santos Rodrigues, todas as vezes que entra um superintendente novato o Instituto dá uma parada. “Ele gasta um ano e meio para entender a linguagem dos funcionários e mais um ano para entender e conhecer esses projetos. Queremos alguém preparado, no quadro, como está hoje”, alegou.
O presidente do Sindicado dos Servidores do Incra, Pedro Nazareno, avisou que esse é apenas o primeiro movimento. “Caso notemos que a escolha da nova superintendência vai seguir o quesito dos partidos políticos, vamos endurecer”, ameaçou.



