Ultimato: ou seria eleita ou Rio Branco sairia do consórcio
A prefeita de Rio Branco, Socorro Neri, é eleita presidente da Associação dos Municípios do Acre em votação que pretendia ser secreta. A decisão ocorreu por consenso. Dos 20 prefeitos presentes ao auditório da Amac, todos votaram nela. Zezinho Barbary, prefeito de Porto Walter, foi eleito vice-presidente. Para a secretaria-Geral foi escolhido, Mazinho Serafim, prefeito de Sena Madureira.
A decisão consensual em torno Socorro Neri é resultado de uma articulação silenciosa que a própria prefeita fez nos bastidores. A manutenção da Associação dos Municípios do Acre é garantida por uma contribuição de cada prefeitura. A contribuição é proporcional ao tamanho do município e do número de habitantes. Rio Branco, portanto, é o que mais contribui.
Não estar na direção da instituição foi algo que sempre incomodou Neri, desde a derrota de Marcus Alexandre para a então candidata ao cargo Marilete Vitorino, vitoriosa com apoio quase unânime do Vale do Juruá e Vale do Acre.
Um dos atuais membros do Conselho Fiscal da Amac e prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim, tinha a intenção de concorrer. “O problema é que a prefeita de Rio Branco jogou duro. Disse que ou seria ela ou Rio Branco sairia do consórcio”, revelou uma fonte.
Sem a participação de Rio Branco, além de perder parte da legitimidade, a Amac perderia em receita. E isso é tudo o que uma instituição como ela não pode perder já que é uma instância eminentemente técnica.
Para lideranças da oposição, o recuou de Mazinho Serafim foi estratégico. “A Amac é um espaço eminentemente técnico. Não queremos politizar aquilo ali, não”, disse uma outra liderança da oposição. “Queremos é que aquilo ali funcione bem para apoiar os prefeitos”.



