Um homem suspeito de furtar um poste em Rio Branco foi localizado por policiais militares do 1º Batalhão nesta quarta-feira (21), mas acabou sendo liberado após ser apresentado na Delegacia de Flagrantes (Defla).
O caso chamou atenção porque o suspeito, que é monitorado por tornozeleira eletrônica, teria sido encontrado juntamente com o poste levado dias antes. Segundo informações repassadas à reportagem, ao chegar à Defla, os policiais teriam sido informados de que a ocorrência não poderia ser recebida como prisão em flagrante porque já haviam se passado cerca de dois dias desde o furto.
Com isso, o homem foi liberado, enquanto o objeto recuperado permaneceu à disposição para os procedimentos necessários.
O episódio começou a ganhar repercussão depois que imagens de um homem carregando um poste nas costas circularam nas redes sociais em Rio Branco.
Os registros foram feitos na região da ponte sobre o Rio Acre e chamaram atenção pela dimensão do objeto transportado. As primeiras informações divulgadas apontavam que o poste teria sido retirado de uma área pública e levado para debaixo de uma ponte.
O caso passou a ser acompanhado pelas forças de segurança após a divulgação das imagens.
Até então, não havia confirmação pública da identidade do homem nem informação sobre prisão relacionada ao episódio.
PM recuperou o objeto
Com o avanço das diligências, uma equipe do 1º Batalhão localizou um suspeito e recuperou o poste.
Segundo as informações obtidas, o homem recebeu voz de prisão e foi encaminhado à Delegacia de Flagrantes para apresentação à autoridade policial.
A situação, no entanto, não terminou em prisão formal.
Os militares teriam sido orientados de que, pelo intervalo entre o momento do furto e a localização do suspeito, não estaria caracterizada uma situação de flagrante naquele momento.
Pela legislação brasileira, não existe uma regra automática segundo a qual uma prisão em flagrante deixa de ser possível exatamente depois de 24 ou 48 horas.
O Código de Processo Penal considera flagrante, entre outras hipóteses, quando a pessoa está cometendo o crime, acaba de cometê-lo, é perseguida logo após o fato ou é encontrada logo depois com objetos que indiquem ser ela a autora da infração.
Por isso, a possibilidade de manutenção de uma prisão depende das circunstâncias concretas da ocorrência, como a continuidade da perseguição, o momento da abordagem e os elementos encontrados com o suspeito.
No caso do poste, não foram divulgados até agora detalhes da análise feita pela autoridade policial para justificar a não formalização do flagrante.
Suspeito usa tornozeleira eletrônica
Outro ponto que chamou atenção foi o fato de o homem estar sendo monitorado eletronicamente.
O uso de tornozeleira não significa, por si só, que uma nova prisão seja automática diante de uma suspeita. Uma nova ocorrência precisa ser analisada separadamente, enquanto eventuais violações das condições impostas ao monitorado podem ser comunicadas ao Judiciário responsável pela execução da medida.
Até a última atualização, não havia informação sobre eventual determinação judicial relacionada à tornozeleira do suspeito.
O poste foi recuperado, e o episódio ainda poderá ser objeto de investigação pela Polícia Civil mesmo sem prisão em flagrante.




