Cenário político interno é favorável ao Palácio Rio Branco
Enquanto o Brasil do Sul Maravilha discute as estratégias de Aécio Neves para chegar à presidência e a reação dos “movimentos de esquerda” caso Lula seja preso, no Acre, a política segue a paz dos cemitérios.
O resultado das urnas do último 2 de outubro pavimenta um caminho relativamente tranquilo para Tião Viana. O governador só tem um inimigo incansável: o próprio Tião Viana.
Do dia 3 de outubro de 2016 a 7 de outubro de 2018, Tião Viana só tem as próprias canelas para tropeçar. É muito tempo. Dá para cometer bastantes tropeços. O primeiro já aconteceu: a crise do açaí.
O secretário de Saúde demonstrou, mais uma vez, que o cargo lhe pesa nos ombros e na língua. Para tratar das peripécias do danado do “barbeiro”, o gestor comparou, se agarrando à metáfora da escova de dente que usamos diariamente “cheia de fezes”. A secretária de Comunicação, desesperada, interveio diante de tamanha performance.
O segundo tropeço já veio na sequência: as demissões da Peixes da Amazônia, incêndio rapidamente controlado pelo experiente diretor-presidente da empresa, Fábio Vaz. Este, mais astuto, se amparou no argumento de que as demissões são sazonais.
No paralelo, a direção da empresa vazou aos jornais impressos companheiros a informação de que o empreendimento conseguiu mais um bom cliente: as boutiques de carne (seções goumert) da rede WalMart.
A segunda semana pós eleição começa. É aguardar o que vem mais por aí. Já é até possível prever a próxima pancada na canela: Acreprevidência. O Professor Anchieta administra o orçamento mais poderoso da gestão, com uma bomba relógio no colo, prestes a explodir em todos os estados que possuem regime próprio de previdência.
No Acre, não há por que ser diferente. Este modesto site abarca uma sugestão: transparência. Quanto mais transparente o governo sobre o assunto, tanto melhor.
A Aleac dominada; o Juruá implodido politicamente (com provável insucesso na gestão de Cruzeiro); Sena Madureira com um desgovernado no comando do torpedo e Rio Branco com o companheiro Marcus Alexandre formam um cenário que, politicamente, pode ser muito bem manobrado pelo Palácio Rio Branco.
Além disso, há um fator que pode trabalhar a favor de Tião Viana. E a ajuda vem de onde ele menos simpatiza: Michel Temer. As medidas para “colocar o país nos trilhos”, executadas por aquele que o petista considera um “golpista”, podem melhorar o ambiente econômico em todo o país. O Acre, claro, acompanha o ritmo.
Caso o Governo do Acre permita.



