Ele retirou processo de votação do plenário na CCJ
Processo que poderia salvar Eduardo Cunha da cassação é retirado da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A decisão do presidente em exercício da Câmara, Waldir Maranhão, surpreendeu os parlamentares da casa.
Waldir Maranhão pediu nesta segunda-feira (20) que a CCJ retire de tramitação a consulta sobre a votação em plenário de pedidos de cassação de mandato que poderia beneficiar o presidente afastado Eduardo Cunha. Outros quatro deputados que defendem a cassação de Cunha haviam apresentado voto em separado, discordando da manobra.
O caso deveria ir à votação nesta segunda na comissão, mas com o pedido de retirada de tramitação, não será mais analisado. Na última terça-feira (14), o Conselho de Ética aprovou parecer pela cassação de Eduardo Cunha e agora a perda do mandato precisa ser votada em plenário, onde é necessário o apoio de, ao menos, 257 deputados.
A Câmara possui 513 parlamentares. Para Leo de Brito, único deputado acriano que integra o Conselho de Ética, finalmente o colegiado deu uma resposta à sociedade, depois de oito meses de protelações.



