A identificação da ossada encontrada em uma área de mata no Ramal Aquiles Peré, no bairro Jorge Lavocat, em Rio Branco, dependerá de exame de DNA. A informação foi confirmada pelo diretor da Polícia Científica, Sandro Martins, que explicou os procedimentos adotados no caso.
A ossada foi localizada na última quarta-feira (19) e rapidamente passou a ser associada ao desaparecimento do aposentado Pedro Vilchez, de 87 anos, que não é visto desde o dia 18 de janeiro. No local, foram encontradas vestimentas semelhantes às usadas pelo idoso no dia em que saiu de casa.
Apesar da semelhança, a confirmação oficial só poderá ser feita por meio de análise científica.
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Identificação depende de exame genético
De acordo com o diretor da Polícia Científica, em casos onde há apenas ossada, não é possível utilizar métodos tradicionais de identificação, como impressão digital ou análise da arcada dentária.
“Só depois que nós tivermos um resultado científico, com o exame de DNA, é que poderemos afirmar se realmente é a pessoa que a família está procurando”, explicou.
O material biológico será coletado e encaminhado ao laboratório de genética. Paralelamente, familiares do possível desaparecido também deverão fornecer amostras para que seja feito o confronto genético.
Processo é técnico e pode levar tempo
Segundo Sandro Martins, o procedimento é complexo e exige um trabalho minucioso, especialmente por se tratar de material ósseo.
“É um processo técnico, científico, que exige conhecimento específico. A gente entende a dor da família e trabalha para dar a resposta o mais rápido possível”, afirmou.
Ele também destacou que, apesar de objetos como roupas ajudarem a indicar uma possível identidade, não são suficientes para confirmação.
Desaparecimento sem respostas
Pedro Vilchez desapareceu há cerca de dois meses, após sair de casa, em Rio Branco, dizendo que iria até um comércio próximo. Desde então, não houve mais notícias.
Na época, equipes do Corpo de Bombeiros realizaram buscas com apoio de cães farejadores e até aeronave, mas sem sucesso. A polícia chegou a considerar que o idoso poderia ter se perdido, já que não havia indícios de crime.
Com a descoberta da ossada, a expectativa da família agora gira em torno do resultado do exame de DNA, que deve esclarecer se os restos mortais pertencem ou não ao aposentado.
Com informações de Débora Ribeiro, para a TV Gazeta



