Professores e servidores da educação municipal de Rio Branco decidiram, em assembleia realizada nesta quinta-feira (14), deflagrar greve na rede municipal de ensino. A decisão foi tomada de forma unânime pela categoria, reunida na Praça da Revolução, após a rejeição da contraproposta apresentada pela Prefeitura de Rio Branco.
Com a deliberação, a paralisação iniciada no começo da semana passa a ser oficialmente uma greve da educação municipal.
A principal reivindicação dos sindicatos é um reajuste salarial escalonado de 10%, sendo 5% pagos em junho e os outros 5% até o final do ano. Segundo a categoria, a proposta representa uma tentativa de recompor perdas acumuladas nos últimos três anos.
A prefeitura apresentou como contraproposta um reajuste de 5% para os professores a partir de junho e a equiparação do piso salarial dos servidores de apoio ao salário mínimo, o que representaria um aumento de 7,54% para parte da categoria. No entanto, os sindicatos afirmam que a proposta não contempla todos os trabalhadores da educação e sequer foi formalizada por escrito até o momento da assembleia.
A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), Rosana Nascimento, afirmou que a decisão pela greve ocorreu porque a proposta da gestão municipal não atende às principais pautas da categoria.

“Vai ter greve, a categoria deliberou pela greve porque a proposta não está contemplando a nossa categoria, principalmente funcionários de escola que têm um piso salarial começando com R$ 1.400 e o mínimo já está R$ 1.621”, declarou.
Segundo Rosana, além dos servidores que recebem abaixo do salário mínimo, trabalhadores com ensino médio também seguem com salários defasados e sem recomposição adequada.
“Estamos com uma pauta defasada de três anos lutando para ter uma proposta decente. Não é somente 5%. Nós temos uma defasagem de 15,67% do piso do magistério”, afirmou.
A sindicalista também destacou que a categoria já havia flexibilizado as reivindicações ao aceitar dividir o reajuste em duas parcelas ao longo do ano.
“Nós estamos sendo generosos. Pedimos 5% agora em junho e mais 5% em novembro. A categoria entende que o município tem condições de cumprir essa proposta sem comprometer o orçamento”, disse.
Entre as reivindicações apresentadas pelos trabalhadores estão:
- recomposição do piso do magistério referente aos últimos três anos;
- equiparação salarial para os funcionários de escola;
- extensão dos reajustes aos aposentados;
- valorização das demais tabelas salariais da educação municipal.
Até o momento, a Prefeitura de Rio Branco não informou se pretende apresentar uma nova proposta à categoria. Enquanto isso, os servidores prometem manter a mobilização e ampliar os atos nos próximos dias.



