Professores e demais servidores da rede municipal de ensino de Rio Branco realizaram uma mobilização na manhã desta segunda-feira (11), em frente à sede da Prefeitura da capital, para cobrar melhorias salariais e avanços nas pautas da categoria. O movimento reúne profissionais da educação que não descartam a possibilidade de greve caso não haja acordo com a gestão municipal.
A manifestação foi organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac) e pelo Sindicato dos Professores da Rede Pública Municipal. Segundo as entidades, mais de 3 mil servidores estão envolvidos na mobilização, entre professores, assistentes educacionais, merendeiros, secretários escolares e demais funcionários da educação.
Entre as principais reivindicações estão o reajuste do piso do magistério referente aos anos de 2024, 2025 e 2026; equiparação salarial para os profissionais da educação; pagamento de piso mínimo equivalente ao salário mínimo para funcionários de escola; cumprimento da hora-atividade dos professores; além da melhoria na gratificação destinada aos gestores escolares.
A presidente do Sinteac, Rosana Nascimento, afirmou que a categoria acumula anos de negociações sem avanços concretos.

“Três anos de luta. O prefeito anterior nem recebeu a gente para ouvir nossa pauta, só enrolação. Não atendeu o reajuste do piso do magistério dos anos de 2024 até 2026, não atendeu a pauta dos funcionários de escola, que é não iniciar uma carreira abaixo do piso com salário mínimo”, declarou.
Rosana também criticou a situação dos gestores escolares e dos servidores administrativos da educação.
“Hoje é muito difícil ser gestor, porque a gratificação é miserável, não compensa. Ainda tem a situação dos funcionários que têm seus vencimentos calculados em cima de R$ 1.400”, acrescentou.
Segundo a sindicalista, uma reunião foi realizada na última sexta-feira com o secretário municipal de Educação, e a expectativa da categoria era receber uma proposta oficial nesta segunda.
“O secretário Alves, quando era secretário de Educação, disse que quando tivesse a caneta, tinha como resolver. Nasceu uma esperança, porque agora ele está com a caneta. Nossa categoria está aguardando essa proposta e nós vamos colocar em deliberação”, afirmou.
A presidente do Sindicato dos Professores, Alcilene Gurgel, também destacou as dificuldades enfrentadas pelos profissionais dentro das escolas e chamou atenção para o impacto emocional vivido pela categoria.

“O professor hoje enfrenta muita adversidade dentro da escola, desde falta de material até a questão da violência. Os professores vêm sofrendo ameaças e muitos estão adoecendo emocionalmente abalados”, disse.
Ela afirmou ainda que parte dos profissionais acaba antecipando a aposentadoria devido às condições de trabalho.
“Tem professores se aposentando antes do tempo e recebendo proporcional porque já não conseguem mais trabalhar”, completou.
Os servidores devem retornar à Praça da Revolução na manhã desta terça-feira (12), a partir das 7h, à espera de uma resposta concreta da Prefeitura de Rio Branco. Segundo os sindicatos, caso não haja avanço nas negociações, a possibilidade de paralisação ou greve poderá ser discutida pela categoria.



