O ex-governador do Acre, Gladson Camelí, se manifestou publicamente nesta quarta-feira (6), após ser condenado pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) a 25 anos e 9 meses de prisão, em regime inicial fechado, por crimes como organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro e fraude à licitação.
Em nota de esclarecimento, Gladson afirmou ter recebido a decisão “com serenidade e absoluto respeito” e confirmou que vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal, instância superior ao STJ.
“Compreendo o rito jurídico da Corte e é com base nesse respeito que, no exercício democrático do direito, recorrerei da decisão à instância superior — o Supremo Tribunal Federal”, afirmou.
O ex-governador também declarou que a condenação em segunda instância não altera sua confiança no resultado final do processo e reforçou sua intenção de continuar na disputa política.
Segundo ele, a decisão judicial “renova” sua disposição de representar os acreanos.
Na nota, Gladson também fez referência ao processo eleitoral e afirmou que a escolha do eleitor deve ser respeitada.
“O eleitor do nosso estado merece ter sua escolha no voto respeitada. Ninguém pode ganhar no tapetão”, escreveu.
A condenação foi definida nesta quarta-feira pela Corte Especial do STJ, que acompanhou o voto da ministra relatora Nancy Andrighi. A magistrada considerou comprovada a participação de Gladson em um esquema de fraudes em contratos públicos e desvio de recursos estaduais.
Apesar da condenação, a pena não começa a ser cumprida de forma imediata, já que ainda cabe recurso e o acórdão do julgamento ainda precisa ser publicado.
O processo tem como base denúncia do Ministério Público Federal, que aponta a atuação de uma organização criminosa voltada para fraudar licitações e desviar recursos públicos por meio de contratos irregulares.
A investigação cita contratos firmados com a empresa Murano Construções LTDA., que teria recebido cerca de R$ 18 milhões em contratos de obras públicas.
Além disso, o STJ também determinou que Gladson devolva aos cofres públicos valores referentes ao sobrepreço identificado nos contratos investigados.
Gladson Camelí renunciou ao governo do Acre em abril deste ano para disputar uma vaga no Senado Federal nas eleições de outubro. Pela legislação, eventual inelegibilidade só poderá ser aplicada após o trânsito em julgado da condenação, ou seja, quando não houver mais possibilidade de recurso.
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