A Diocese de Rio Branco divulgou uma nota oficial nesta quarta-feira (6) manifestando pesar e consternação pela tragédia registrada no Instituto São José, em Rio Branco, onde duas funcionárias foram mortas a tiros e outras duas pessoas ficaram feridas durante um ataque dentro da unidade escolar.
No comunicado, assinado pelo bispo diocesano Dom Joaquín Pertíñez Fernández, a Diocese lamenta a morte das inspetoras Alzenira Pereira da Silva, de 53 anos, e Raquel Sales Feitosa, de 37 anos, classificando a perda como uma dor profunda para toda a comunidade acreana.
A instituição religiosa afirmou ter recebido “com o coração dilacerado” a notícia do ataque e destacou a importância histórica do colégio para a formação educacional e cristã no estado.
Fundado em 1958 pelas Irmãs Servas de Maria Reparadoras, o Instituto São José é descrito pela Diocese como um espaço de acolhimento, fé e ensino que há mais de seis décadas integra a história de milhares de famílias acreanas.
Na nota, a Diocese também prestou solidariedade aos familiares das vítimas e direcionou orações aos feridos — um aluno e uma funcionária — desejando pronta recuperação.
Outro ponto enfatizado no posicionamento foi o impacto emocional provocado pelo episódio, especialmente pelo fato de o caso envolver um adolescente de 13 anos, aluno da própria instituição, apontado preliminarmente como autor dos disparos.
A Diocese destacou a gravidade de ver um ambiente escolar, considerado espaço de paz e formação, ser tomado pela violência, citando o desespero vivido por estudantes que precisaram se proteger dentro das salas de aula.
Diante do ocorrido, Dom Joaquín convocou padres, congregações religiosas, paróquias e fiéis leigos para uma corrente de oração em solidariedade à comunidade escolar.
No texto, o bispo pede união e fé para enfrentar o momento de luto e superar os traumas deixados pela tragédia.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Acre, que apura a motivação, a dinâmica do crime e eventuais responsabilidades relacionadas ao acesso do adolescente à arma utilizada no ataque. O menor permanece sob custódia do Estado, e o responsável legal pela arma também foi detido.
Segue nota na íntegra:
Massacre São Jose



