Em nota publicada nesta segunda-feira (8), a Construtora Cidade, responsável pela contrução da Ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira, afirmou que o colapso da estrutura está relacionado a um processo de instabilidade geotécnica conhecido como fenômeno de “terras caídas”.
Segundo a empresa, a ponte foi entregue ao Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre (Deracre) no fim de 2023 e operava sem registro de anomalias estruturais que indicassem risco à estabilidade.
A construtora informou que sinais de instabilidade no terreno começaram a ser identificados cerca de uma semana antes do desabamento.
“Há cerca de uma semana, equipes técnicas passaram a observar sinais de instabilidade no terreno da região onde a ponte está inserida. Esses sinais evoluíram rapidamente nos dias seguintes, com o surgimento de rachaduras, deslocamentos de solo e desníveis em diferentes pontos da área no entorno da ponte”.
De acordo com a empresa, foram mobilizadas equipes das áreas de engenharia estrutural, fundações e topografia para avaliar a situação.
“Os levantamentos preliminares realizados em campo identificaram movimentações significativas de solo em uma área muito mais ampla do que a própria ponte, abrangendo aproximadamente 16 mil metros quadrados e alcançando também áreas adjacentes do bairro localizado nas proximidades”.
Em nota, a construtora afirma que encaminhou ao Deracre uma recomendação formal para a interdição total da ponte no dia anterior ao desabamento.
“Com base nas informações técnicas disponíveis naquele momento, a empresa encaminhou ao Deracre, na quinta-feira (04/06/2026), por volta das 13 horas (horário do Acre), recomendação formal para a interdição total da ponte, inclusive para o trânsito de pedestres, diante do risco identificado por suas equipes.”
De acordo com a empresa, as avaliações preliminares identificaram características compatíveis com o fenômeno conhecido como “terras caídas”, comum em áreas sujeitas a processos erosivos e variações naturais dos níveis dos rios.
A empresa também relacionou o desabamento ao avanço desse processo geotécnico e afirmou que a ocorrência pode comprometer obras de infraestrutura viária.
“A ocorrência do fenômeno natural, extraordinário e imprevisível de ‘terras caídas’ pode, dependendo da dimensão, ocasionar a ruptura da estrutura de obras viárias, como o ocorrido na Ponte Frei Paolino Baldassari”.
A nota informa ainda que estudos complementares estão em andamento com especialistas das áreas de geotecnia, hidrologia, estruturas, fundações e topografia.
“A empresa permanece à disposição dos órgãos públicos, da imprensa e da sociedade para prestar todos os esclarecimentos necessários, reafirmando seu compromisso com a segurança das pessoas, com a engenharia responsável e com a busca rigorosa da verdade técnica sobre os fatos”.
Mais informações sobre as causas do desabamento devem ser divulgadas conforme o avanço das investigações e dos estudos técnicos realizados na área.
Confira a nota na íntegra:
“A Construtora Cidade manifesta sua solidariedade às pessoas atingidas e aos seus familiares em decorrência do colapso da Ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira (AC), ocorrido na última sexta-feira (05/06/2026).
A empresa informa que a ponte foi construída com observância à técnica e às normas vigentes da engenharia, tendo sido recebida pelo DERACRE ao final de 2023 e permaneceu em operação regular desde então, sem registro anterior de anomalias estruturais que indicassem risco à sua estabilidade.
Há cerca de uma semana, equipes técnicas passaram a observar sinais de instabilidade no terreno da região onde a ponte está inserida. Esses sinais evoluíram rapidamente nos dias seguintes, com o surgimento de rachaduras, deslocamentos de solo e desníveis em diferentes pontos da área no entorno da ponte.
Diante desse cenário, a Construtora Cidade mobilizou profissionais especializados das áreas de engenharia estrutural, fundações e topografia para avaliação das condições locais. Os levantamentos preliminares realizados em campo identificaram movimentações significativas de solo em uma área muito mais ampla do que a própria ponte, abrangendo aproximadamente 16 mil metros quadrados e alcançando também áreas adjacentes do bairro localizado nas proximidades.
Com base nas informações técnicas disponíveis naquele momento, a empresa encaminhou ao DERACRE, na quinta-feira (04/06/2026), por volta das 13 horas (horário do Acre), recomendação formal para a interdição total da ponte, inclusive para o trânsito de pedestres, diante do risco identificado por suas equipes.
As avaliações preliminares apontaram indícios compatíveis com processo de instabilidade geotécnica conhecido como fenômeno de “terras caídas”, caracterizado por movimentações de grandes massas de solo associadas a processos erosivos e às variações naturais dos níveis dos rios. A identificação desses indícios foi um dos fatores que motivaram a recomendação imediata de interdição da estrutura.
A ocorrência do fenômeno natural, extraordinário e imprevisível de “terras caídas” pode, dependendo da dimensão, ocasionar a ruptura da estrutura de obras viárias, como o ocorrido na Ponte do Frei Paolino Baldassari.
A Construtora Cidade ressalta que mais estudos técnicos estão sendo realizados pela equipe contratada, composta por especialistas de reconhecida experiência nacional nas áreas de geotecnia, hidrologia, estruturas, fundações e topografia.
A empresa permanece à disposição dos órgãos públicos, da imprensa e da sociedade para prestar todos os esclarecimentos necessários, reafirmando seu compromisso com a segurança das pessoas, com a engenharia responsável e com a busca rigorosa da verdade técnica sobre os fatos.
Construtora Cidade
Junho de 2026″



