A queda da ponte Frei Paulino, em Sena Madureira, interrompeu a principal ligação entre o primeiro e o segundo distrito da cidade e obrigou os moradores a retomarem a travessia do Rio Iaco por meio de catraias. Desde interdição da estrutura, registrado na quinta-feira (4), a população voltou a enfrentar as dificuldades que existiam antes da construção da ponte.
Para manter a ligação entre os dois lados da cidade, A Prefeitura de Sena Madureira contratou catraias para garantir o transporte da população. O serviço começou a operar ainda nas primeiras horas da manhã.
Além da mudança na rotina dos moradores, parte da área próxima à ponte permanece interditada devido ao risco de novos deslizamentos. O acesso até as embarcações é feito por um trecho íngreme e irregular, apontado pelos moradores como um desafio principalmente para idosos e crianças.

Quem opta por não utilizar as embarcações precisa percorrer um trajeto alternativo. O acesso exige cerca de quatro quilômetros por um ramal até a BR-364 e outros sete quilômetros até a ponte metálica que liga a cidade, totalizando aproximadamente 11 quilômetros de deslocamento.
Além dos impactos na mobilidade, moradores demonstram preocupação com a erosão observada nas margens do Rio Iaco. Nas proximidades da ponte, o deslizamento de terra se aproxima de algumas residências, aumentando o receio de novos problemas na área.

A ponte Frei Paulino era uma reivindicação antiga da população e representava uma alternativa à travessia fluvial que durante décadas foi a única forma de deslocamento entre os dois lados da cidade.
Um Morador da região desde a infância relembrou a expectativa criada em torno da obra e lamentou a perda da estrutura.
“É lamentável… A gente fica até com um sentimento de tristeza ver o nosso sonho ser destruído assim tão rapidamente. Era um sonho nosso de muitos anos. Eu tenho 51 anos de idade. Quando cheguei em Sena Madureira, aqui na nossa comunidade, eu tinha 8 anos de idade. E a gente já sonhava com uma ponte. Depois que ela foi construída, ontem aconteceu essa tragédia aqui.”

A interrupção do tráfego também afetou atividades previstas para os próximos dias. Uma delas era a procissão de Corpus Christi, que passaria pelo local na quinta-feira (5), mas precisou ter o trajeto alterado após a interdição da área.
“Toda a movimentação da cidade que une o primeiro e o segundo distrito passa por aqui, por essa ponte. Infelizmente teve que ser interrompida por causa dessa tragédia, que por pouco não teve vítimas fatais. Isso é o que nos deixa mais tranquilos, por não ter havido vítimas fatais.”
Matéria produzida por Rose Lima e editada pelo site Agazeta.net.



