Deputado negou participação na Lava Jato
“Não quero transformar a Câmara em um departamento do Governo”. Com essa frase, o candidato à presidência à Câmara dos Deputados pelo PMDB, Eduardo Cunha, respondia aos repórteres em coletiva de imprensa realizada hoje em Rio Branco, no Acre, onde veio fazer campanha.
Ciceroneado pelos colegas de partido Flaviano Melo e Jéssica Sales, ambos deputados federais pelo PMDB, além do senador eleito pelo PP, Gladson Cameli, Cunha tentou preservar a “independência dos poderes” para não ser confundido com o “candidato do governo”.
“Ninguém quer ser oposição, mas ninguém quer ser submisso”, diferenciou o deputado. “Quem espera que eu vou ser submisso ao governo vai se decepcionar. Existe uma diferença de ajudar a governabilidade e ter as pautas que não sejam oriundas do Executivo”.
Cunha negou qualquer tipo de participação em esquemas envolvendo a Petrobrás e a Operação Lava Jato. Uma determinada situação que foi colocada por uma pessoa que achava, que ouviu dizer, que determinado endereço seria o meu. Não é verdade, eu já neguei com veemência e provo. Não tenho suspeição e não aceito esta colocação. Engana-se quem pensa que qualquer tentativa de distorcer fatos para criar constrangimento vai atingir minha candidatura”, defendeu, em tom de irritação.
Dos oito deputados federais pelo Acre, apenas os do PMDB e o deputado Wherles Rocha (PSDB/AC) declaram apoio a Cunha. Mas, o tucano faz uma ressalva. “Eu vou obedecer às determinações do partido, mas vou brigar internamente pelo nome do deputado Cunha”, adiantou o tucano. “Espero que o PSDB tenha juízo e não facilite a vitória do PT”.
Apesar de fazer parte da base aliada da presidente Dilma, Cunha apresenta uma campanha com promessas de que se manterá independente. “A gente quer uma Câmara que expresse o pensamento de seus representantes”, disse.
O nome do Deputado Eduardo Cunha foi citado nesta terça-feira (6) pela primeira vez, na Operação Lava Jato. O procurador da república Rodrigo Janot disse que vai pedir abertura de inquérito para apurar as denúncias dos envolvidos no esquema e que tem foro privilegiado, como o caso do deputado Eduardo Cunha, que nega as acusações.
“O que citou foi uma determinada pessoa que achava que ouviu dizer que determinado endereço seria o meu, o que não é verdade. Já neguei com veemência e provo”, defendeu-se Cunha.



