Governo espera proposta de “arranjo tributário”
Duas empresas de Rondônia demonstraram interesse em instalar pequenas unidades industriais no Acre para processar arroz. São unidades com custo estimado entre R$ 4 a R$ 5 milhões. O Governo do Acre espera a proposta de “arranjo tributário” (expressão criada por gestores públicos para explicar “concessões” ou “pacote de bondades para empresas se instalarem”).
A intenção já foi apresentada aos gestores públicos do Acre. Por ser uma cultura de ciclo curto, o Governo do Estado entende que antecipar a infraestrutura de empacotamento antes da produção efetiva do arroz não trará problemas.
Os técnicos calculam que o Acre disponha de 1,5 milhão de hectares atropizados (“amansados”) próprios para o plantio porque não precisa de muita correção. “O arroz está com muita liquidez, muito melhor do que a do milho”, compara o secretário de Estado de Agropecuária, José Carlos Reis.
A espécie de arroz que o Governo do Acre estimula o plantio é o arroz de sequeiro. É um tipo que tem produtividade muito limitada (70 sacas /hectare), comparada à espécie plantada no Rio Grande do Sul (200 sacas por hectare).
O Acre já foi autossustentável na cultura do arroz. O isolamento geográfico sustentado pela BR-364 que só dava trânsito durante uma pequena parte do ano, o agricultor familiar garantia a produção regional. Atualmente, a comercialização com Rondônia e outros estados do Centro-Sul excluíram o agricultor regional colocando produto com melhor qualidade e preço muito mais competitivo.
Entusiasta do consórcio entre agricultura e pecuária, Assuero Veronez aponta um gargalo para o mercado local de grãos: a capacidade de armazenagem. “Temos limitações graves na armazenagem”.
Veronez adianta que esse ano vai plantar 300 hectares de soja. Ele, junto com mais uma dezena de produtores analisam o cenário apontado pelas empresas de Rondônia em relação ao arroz.



