Mais de 800 famílias que vivem na Baixada da Sobral, em Rio Branco, aguardam a liberação de um auxílio financeiro prometido após prejuízos causados por enxurradas. O benefício foi anunciado pelo prefeito Alysson Bestene após a última chuva forte que atingiu a região, mas ainda depende da aprovação de um projeto de lei na Câmara Municipal.
Durante chuvas intensas, o nível da água do igarapé que corta a área sobe rapidamente e invade as residências. Moradores relatam perdas frequentes e dificuldades para proteger familiares e bens.
José Marques, morador da região, relata os prejuízos acumulados ao longo das enxurradas. Segundo ele, diversos itens da casa foram destruídos pela água. Ele afirma que, sem obras no local, o problema tende a continuar todos os anos.
“Perdi televisão, a geladeira, máquina de lavar, armário… Se não arrumar isso aí não adianta. Todos os anos e toda vez que chover é desse jeito”.

Na última ocorrência, o prefeito anunciou um auxílio de R$ 2 mil para reduzir os impactos das perdas materiais. Para que o valor seja repassado, é necessário que o projeto de lei seja aprovado pelos vereadores e sancionado pelo Executivo.
Apesar de já ter sido enviado à Câmara, o projeto ainda não começou a tramitar nas comissões. O presidente da Casa, Joab Lira, está em viagem a Brasília e o texto segue aguardando análise. Além disso, a pauta está travada devido a um veto do prefeito que ainda precisa ser apreciado pelos parlamentares.
Enquanto o projeto não avança, vereadores afirmam que há mobilização para votação rápida. Segundo o vereador Raimundo Neném, a expectativa é de que a proposta seja analisada com urgência, diante dos prejuízos enfrentados pelas famílias atingidas.
“A previsão é que vote o mais rápido possível, até porque a população tem pressa. Muitas pessoas perderam tudo, outros precisam de uma cesta básica, então nós vereadores estamos mobilizados para que esse projeto chegue para que nós possamos votar imediatamente”, afirmou.

A Secretaria de Assistência Social realiza o levantamento das famílias afetadas. A estimativa inicial aponta que ao menos 800 moradores terão direito ao benefício.
Mesmo com a promessa do auxílio, moradores defendem que a solução precisa ir além do repasse financeiro. Eles cobram uma intervenção estrutural no igarapé, já que o sistema atual não comporta o volume de água durante chuvas fortes, o que provoca alagamentos recorrentes.

Matéria produzida por Adailson Oliveira e editada pelo site Agazeta.net.



