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Home Notícias Política

Ideologicamente, “Carta aos Acreanos” abre campanha

por Agazeta.Net
16 de outubro de 2017
em Política
161017-politica-populacao-arquivo
Ouça Aqui

Documento opina sobre tudo: de Economia à Moral

A campanha eleitoral de 2018 foi, do ponto de vista ideológico, formalmente aberta. E quem deu o primeiro grito foram os representantes da direita acriana. A “Carta aos Acreanos” é assinada pelo deputado federal Alan Rick (DEM), pelo Instituto Liberal do Acre, pelos partidos Patriotas e Livres e pelo pré-candidato ao Governo Ulysses Araújo.

O documento é genérico em todos os pontos que resolve abordar. Não aprofunda e nem detalha nenhuma das ideias a que se propõe debater. Fala de tudo: de Economia e Desenvolvimento Regional à Segurança Pública e Educação, tangenciando por questões morais.

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Mesmo superficial, o documento tem o mérito de dar voz a uma parte significativa da sociedade acriana que pensa exatamente o que está ali. Exemplo: “somos oposição ao projeto esquerdista anticristão atual, conectado com o projeto globalista ateu”.

Há outros exemplos: “advogamos a criação de escolas militares nos 22 (vinte e dois) municípios, para que se restabeleça o princípio edificante de respeito à ordem, cidadania, disciplina e hierarquia, totalmente desmoralizado nos dias de hoje, Escola sem Partido, total repúdio a erotização das nossas crianças, veemente repúdio a legalização das drogas e apologia ao crime”.

A carta foi claramente redigida a muitas mãos. Não apenas pelas ideias, mas até mesmo pela concentração dos erros gramaticais em determinados trechos. A íntegra (da forma como o site recebeu) está a seguir:

CARTA AOS ACREANOS

O povo do Acre anseia por um novo caminho econômico, político e social. Essa proposta deve responder as principais questões que afligem todas as camadas da população acreana: a insegurança sem precedentes; o desemprego latente; a histórica dependência do poder governamental; a frágil infraestrutura do estado; a inépcia do governo em garantir um ambiente propício à geração de emprego e renda com a criação de médias e grandes indústrias de diversos segmentos econômicos; o fortalecimento da vocação produtiva focada na agricultura e na pecuária de média e grande escala; o respeito aos valores da vida e da família com a erradicação de propostas que ataquem princípios éticos e morais estabelecidos na Constituição Federal e em Convenções e Pactos Internacionais dos quais o Brasil é signatário.

O modelo atual de governo do Estado do Acre, de viés marcadamente socialista e estatizante, sob a liderança do Partido dos Trabalhadores-PT, teve início no final dos anos 90, quando se elegeu governador o atual senador Jorge Viana, e hoje, quase 20 (vinte) anos depois, ainda sob a direção do mesmo partido e seus aliados, insiste-se numa experiência que não deu certo.

O Estado se atrasou com a adoção de um projeto socialista, que nos levou a estagnação e nenhum desenvolvimento. Essa triste realidade de encolhimento da economia fica visível cristalinamente ao compararmos o Estado de Rondônia (Estado que foi criado em 1982, e que adotou um modelo político e econômico liberal) com o Estado do Acre que se tornou Estado em 1963, vinte anos antes que o vizinho Rondônia, mas que vem insistentemente optando por um modelo socialista, baseado em excessiva e sufocante carga tributária sobre os pagadores de impostos, para criação de empresas estatais falidas e privilégios a aliados políticos.

Rondônia é o Estado da Região Norte do Brasil, que mais contribuiu para o Produto Interno Bruto Nacional. Seu PIB é três vezes o do Acre, ou seja, foi criado 20 anos depois e já é três vezes maior que o Acre em termos econômicos, geração de emprego e em desenvolvimento. Como não nos sentirmos indignados???

O dado acima, por si só, é demonstração eloquente do caminho errado que estamos trilhando há duas décadas! Décadas perdidas! No espaço estreito dessa carta não há como relatar outros indicadores relativamente aos dois estados, que, comparativamente, nos humilham e entristecem.

O povo brasileiro pede mudanças! Demonstração desse anseio no plano nacional se percebe nos discursos de líderes como Jair Bolsonaro, Geraldo Alckimim e Ronaldo Caiado, pugnando por uma sociedade liberal na economia, e conservadora do ponto de vista moral, e que vem sendo aplaudido por amplos seguimentos da sociedade brasileira. Esse clamor por mudanças, aqui no Acre, é ainda mais evidente, dado o fracasso da economia, mas, sobretudo, o fracasso da segurança pública que no ritmo que está indo nos levará ao final do ano ao vergonhoso título de um dos Estados mais violentos do Brasil. Não há ambiente para negócios e geração de emprego e renda onde não há segurança!

As entidades subscritoras dessa carta aos acreanos, imbuídos do desejo de contribuir para uma mudança qualitativa da nossa sociedade, nesse momento de crise aguda, sentem-se no dever de apontar um caminho diferente! Unem-se não apenas para um projeto político, visando às eleições de 2018, mas para se comprometerem com um projeto para o Estado do Acre, que o retire do buraco em que se encontra, em que já se contabilizam 90 (noventa) mil pessoas desempregadas, centenas de empresas fechando suas portas, e se cometendo homicídios até dentro de escolas e hospitais.

As experiências do passado é sempre um espelho para onde se deve mirar, quando se pretende fazer os câmbios necessários! Em 1971, o visionário governador Francisco Wanderley Dantas, sonhou em “Fazer um Novo Acre”, criando uma economia voltada para o agronegócio, conectada com a economia nacional, exportando pelos portos do Oceano Pacífico, e integrada à Comunidade Andina, especialmente aos vizinhos Estados do Peru e da Bolívia. Encontrou forte resistência na mentalidade socialista que se iniciava naquele ano, sob a inspiração da Teologia da Libertação. Apesar dos seus opositores, o tímido Agronegócio no Acre de hoje, que gera emprego e renda, é resultado da fé que o impulsionou para a ação. Esse legado precisa ser resgatado para retomarmos os postos de trabalho que perdemos para a demagogia populista do socialismo assistencialista e pela falida e malfadada “Florestania” que, como disse Roberto Campos, “chacoalha as árvores, mas não as plantam”.

Como Ludwig Von Mises, queremos aqui firmar nossa confiança inabalável na economia de mercado. Na livre iniciativa. No livre comércio. No empreendedorismo. Não é o Estado que produz riquezas e gera emprego. Quem produz riqueza e gera empregos são as pessoas (a união do investimento do empresário com a força e dedicação da mão de obra do trabalhador).

Quando o Governo tenta produzir é um fracasso. Vejamos os exemplos das empresas criadas pelo atual governo. Todas falidas! “Há apenas uma maneira de melhorar o padrão de vida da população: aumentando o capital acumulado em relação ao aumento populacional”. O assistencialismo socialista serve apenas para manter as pessoas na pobreza. Não queremos todos os cidadãos acreanos pobres, pelo contrário, queremos todos os cidadãos acreanos ricos. O nosso projeto é diametralmente oposto ao atual do Governo. Defendemos a propriedade privada e a livre iniciativa nos mesmos moldes da Constituição Federal brasileira.

No escopo de fazermos do Acre uma economia competitiva, como já deixamos claro, advogamos a tese procedente de que a BR 317, que liga Rio Branco a Assis Brasil, e, em consequência aos portos do Oceano Pacífico, deve ser privatizada e consequentemente duplicada pelo Governo Federal, afim de que, no eixo da mesma surjam milhares de hectares de plantações e criação de rebanho, centenas de empresas e indústrias, e tantos outros tipos de negócios como: postos de gasolina, restaurantes, borracharias, agências de viagens, de negócios, de transportes, agricultura familiar, enfim, que o turismo histórico do Peru e da Bolívia, por ela transite em direção ao Acre, para o turismo ecológico e de aventuras que oferecemos. Não podemos perder de vista também que, a BR 364 deverá da mesma forma ser privatizada para no nosso escopo de integração com os países Andinos e obrigatoriamente ser estendida até a cidade de Pucalpa, no Peru, privilegiando esse modal, sem perder de vista a sua integração aos municípios de Jordão, Santa Rosa, Porto Valter e Marechal Thaumaturgo. Não se admite no terceiro Milênio a existência de qualquer município isolado da integração regional, sem uma estrada de acesso que permita também o desenvolvimento do interior do nosso Estado.

Por derradeiro, deixamos claro para o povo Acreano, que somos oposição ao projeto esquerdista anticristão atual, conectado com o projeto globalista ateu, exemplo de fracasso e degradação moral, razão pela qual advogamos a criação de escolas militares nos 22 (vinte e dois) municípios, para que se restabeleça o princípio edificante de respeito à ordem, cidadania, disciplina e hierarquia, totalmente desmoralizado nos dias de hoje, Escola sem Partido, total repúdio a erotização das nossas crianças, veemente repúdio a legalização das drogas e apologia ao crime, e luta intransigente para que o povo tenha o direito de se defender no que concerne à propriedade e à vida. Defendemos que os Direitos Humanos devem prestigiar e atender a vítima e seus familiares. Somos pela revogação do Estatuto do Desarmamento e redução da maioridade penal, para que, quem for livre para atentar contra direitos, seja também para responder pelos atos praticados.

Para sermos um grande e respeitado Estado, para sermos uma grande Nação brasileira precisamos de um governo honesto, cristão e leal á Pátria.

Nisso cremos!

Viva a sociedade liberal!

Viva a liberdade de expressão!

Pelo Direito de Defesa do povo Acreano!

Pelo direito das nossas crianças e jovens se educarem sob a égide dos princípios Cristãos!

Viva a família acreana!

ILAC – Instituto Liberal do Acre

Patriotas

Livres

Coronel Ulysses Araújo

Dep. Federal Alan Rick

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