Com 74 mortes para cada grupo de mil, há como reduzir
Cai a taxa de mortalidade infantil em rio Branco. Nessa quarta-feira, a prefeitura reuniu os servidores das áreas de Saúde para comemorar os números positivos dessa luta conta a mortalidade infantil. Os dados oficiais apontam uma queda.
Em 2015, a taxa de morte em crianças com até um ano de idade, em Rio Branco, era de 15,41% em cada grupo de mil nascidos vivos. Em 2017, caiu para 11,46%. Há dez anos, os números eram 21,81%. Ou seja, a cada 1000 crianças que nasciam 155 faleciam antes do sétimo dia. No ano passado, foram registrados 74 óbitos.
A alta taxa de mortalidade infantil no Brasil sempre foi um indicador da crise de políticas públicas. A falta de acompanhamento da gravidez, associada ao pré-natal tardio, principalmente em adolescentes, e até as consequências da sífilis congênita são os principais motivos da morte entre os recém-nascidos.
A Secretaria de Saúde aponta que nos últimos anos houve um reforço no atendimento às grávidas. Agora, as mães que saem da maternidade já têm agendado o retorno com pediatra. Isso em menos de sete dias. Esse atendimento identifica infecções no recém-nascido que é a principal causa de morte dos bebês.
A prefeitura convocou os servidores da saúde para mostrar os números positivos, mas lembrou que é preciso trabalhar para reduzir ainda mais. É preciso trabalhar a segurança alimentar da mãe. O pré-natal deve ser feito com qualidade assim como o acompanhamento periódico de médicos tanto da mãe como da criança.
Mas, a mortalidade infantil no Acre ainda tem um viés de culpa do próprio poder público. Saneamento básico precário como ocorre em vários bairros também tem tirado a vida de bebês. As falhas no atendimento da Maternidade Bárbara Heliodora também ajudam a manter a estatística de mortes. Em muitos casos, as mães não conseguem sequer pediatras nos hospitais e postos de saúde.
Na verdade a perda de 74 bebês a cada mil que nascem ainda é preocupante e não motivo de comemoração.



