Ex-gestor pode recorrer em liberdade
Nessa terça-feira, a Justiça notificou o ex-prefeito de Sena Madureira Nilson Areal de que foi condenado a cumprir pena de 14 anos e 6 meses em regime fechado. Em 2012, com a ajuda da diretora financeira da prefeitura à época, Cecília Teixeira de Souza, desviou mais de R$ 50 mil contratando serviços inexistentes.
O ex-gestor contratou o serviço de coleta de lixo e a pessoa que recebeu o dinheiro era um gari, que teve o nome usado para Areal pegar R$ 12,67 mil.
Com recapagens de pneus, feitas no município, foram mais e R$ 7 mi. Não há nenhuma uma empresa especializada nesse serviço em Sena Madureira.
Foram criados vários serviços como limpeza de valas, reformas em escolas e postos de saúde e pagamento de professores. Todos os empenhos foram criados para pegar dinheiro do município.
Depois de 5 anos, a denúncia virou sentença determinando prisão em regime fechado para diretora Cecilia Teixeira, numa pena de 12 anos e 6 meses. Outras 4 pessoas que participaram do esquema também foram condenadas, mas ficaram com penas inferiores a 4 anos e vão prestar serviços comunitários.
Outro contratado do prefeito, Micheces Pereira dos Santos, foi condenado a 4 anos
e 22 dias e vai cumprir pena no semiaberto. Ele dizia, na época, que era advogado, mas não tinha registro na OAB. Na verdade, a conta bancária dele era usada para os pagamentos fantasmas.
Já Nilson Areal, teve a pena fixada em 14 anos e seis meses.
Dentro das contratações fantasmas existem pessoas que tiveram os nomes usados para os desvios dos pagamentos. O prefeito criou empenhos contratando professores que nunca foram em sala de aula.
O esquema de pagamentos só não foi maior porque denúncias anônimas fizeram o Ministério Público abrir uma investigação e logo descobriu o esquema fraudulento.



