2º turno inédito para disputa de governo
Tião Viana (PT) não conseguiu se eleger no primeiro turno como as pesquisas internas do partido indicavam. Com 193.253 votos, o petista conquistou 49,73% dos votos válidos. Na outra ponta está o tucano Marcio Bittar, primeiro secretário da Câmara dos Deputados, que teve 30,10% da confiança do eleitorado (116.948 votos).
Associado ao fato de a candidata à reeleição Dilma Rousseff ter ficado em terceiro lugar, com apenas 27,98% dos votos válidos), o cenário para as lideranças petistas é de uma guerra.
Reuniões após reuniões, as lideranças se dividem para reverter a situação para Dilma Rousseff e consolidar a dianteira de Tião Viana rumo à reeleição.
O PSDB já acertou os detalhes para aliança com o DEM. Não houve consenso para montar chapa única no início do processo eleitoral. Mas, agora, a meta comum “é derrotar o PT”.
O PT não afirma oficialmente, mas há tendência de informalmente haja aproximação com o PV (aliado histórico) que, nesse primeiro turno compôs com os democratas. O Partido dos Trabalhadores do Acre avalia que os votos do PSol (2.171 votos) forçaram o segundo turno.
“O histórico demonstra que um candidato com votação expressiva como teve Tião mantém o nível de votação no segundo turno”, avalia o presidente do PT no Acre, Ermício Sena. Essa é a primeira vez que o Acre realiza segundo turno para escolha de governador.



