A Prefeitura de Rio Branco avalia a possibilidade de substituir a empresa responsável pelo transporte coletivo da capital após receber uma proposta emergencial para assumir o serviço. Documentos obtidos com exclusividade pela TV Gazeta indicam que a empresa Multi Empreendimentos de Minas Gerais manifestou interesse em operar o sistema diante da crise que afeta o setor.
Segundo as informações, a proposta foi enviada no início de abril e já está sob análise do prefeito Alysson Bestene (PP). O documento apresenta a intenção de atuação em caráter emergencial, com a oferta de frota suficiente para atender a demanda da população e promessa de melhorias no serviço.
Entre os pontos destacados estão a redução do tempo de espera, ônibus com ar-condicionado e acessibilidade para pessoas com deficiência, além de compromisso com maior eficiência operacional.
Alternativa em meio à crise
A análise ocorre em um momento crítico do transporte público na capital, marcado por paralisações, atrasos salariais e insatisfação de trabalhadores e usuários.
Nos bastidores, a substituição da atual empresa já vinha sendo discutida desde o ano passado, quando houve tentativas de contratação de uma nova operadora. À época, a movimentação gerou mudanças na gestão do sistema municipal.
Agora, diante do agravamento da crise, a possibilidade volta a ganhar força dentro da prefeitura, que estuda alternativas para garantir a continuidade do serviço.
Empresa já faz avaliação em Rio Branco
De acordo com as informações apuradas, representantes da empresa interessada já estariam em Rio Branco para avaliar a estrutura do sistema de transporte. A ideia seria iniciar a operação de forma emergencial e, posteriormente, participar de uma futura licitação definitiva.
A estratégia inclui demonstrar capacidade operacional desde o início, com o objetivo de se consolidar como opção permanente para o município. A decisão final sobre a possível substituição ainda não foi oficializada, mas a expectativa é que o prefeito analise o documento nos próximos dias.
Além disso, o cenário jurídico também influencia o caso. Uma decisão recente da Justiça do Trabalho determinou que a atual empresa (Ricco) não pode vender ou transferir seus ônibus, como forma de garantir direitos trabalhistas diante dos atrasos de salários e benefícios.
Enquanto isso, o sistema de transporte coletivo segue sob pressão, e a prefeitura busca uma solução que consiga restabelecer o serviço e evitar novos episódios de paralisação na capital acreana.
Com informações do repórter Adailson Oliveira, para a TV Gazeta.



