As obras de recuperação do calçadão do Novo Mercado Velho, em Rio Branco, seguem paralisadas enquanto a Prefeitura monitora a movimentação do solo na área afetada pela erosão às margens do rio Acre. A intervenção foi interrompida após o surgimento de novas rachaduras no local na última sexta-feira (29).
Segundo a secretária municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana (Sehurb), Samilca França, as mudanças registradas no terreno estão relacionadas às condições climáticas dos últimos meses. A gestão afirma que a execução dos reparos depende da estabilização do solo.
A secretária explicou que o período de chuvas acima do esperado, seguido pela rápida redução do nível do rio Acre, alterou o comportamento do terreno e provocou movimentações que ainda estão sendo monitoradas pela equipe técnica.
“Nós passamos por um longo período de chuva. O mês de abril choveu além do esperado e agora, no mês de maio, o rio praticamente secou. Então imagina o nosso solo, ele se comporta de uma maneira diferente. Teve essa retração do solo, está acontecendo essa acomodação”.

A nova paralisação ocorre após o surgimento de rachaduras na estrutura que vinha sendo reconstruída para conter os efeitos da erosão. O problema reacendeu a preocupação entre comerciantes que aguardam a conclusão da obra e a retomada das atividades na área.

Entre os trabalhadores da região, a principal reclamação é a falta de informações sobre a extensão dos danos e sobre o prazo para a conclusão dos serviços.
“Fica um pouco difícil de trabalhar porque a gente fica meio que à mercê. O problema sempre foi o desbarrancamento, aí fizeram a obra, fecharam tudo que já era para resolver esse problema e agora o problema continua sendo o mesmo, então meio que não resolveu nada. A gente não sabe de vai chegar até aqui, se foi só aquela parte da obra que não segurou o barranco. A gente não está sabendo de nada”, afirmou a comerciante Alice Souza.

A prefeitura informou que não há prazo definido para a retomada dos trabalhos. De acordo com a Secretaria de Infraestrutura, a equipe técnica continuará acompanhando a área até que o terreno apresente condições para a execução dos reparos necessários.
“O prazo é o prazo que o solo resolver parar de trabalhar. Realmente agora que está secando o solo, está secando mesmo, então está dando essa retraída. E aí a gente faz o reparo que for necessário e entrega a obra”, declarou Samilca França.
Matéria produzida por Arielly Casas e editada pelo site Agazeta.net.



