Versão acriana de crítica à gestão Temer
Alunos, professores e técnicos administrativos da Universidade Federal do Acre percorreram os blocos da instituição convocando as pessoas a aderirem ao movimento ocupa Ufac.
A ideia surgiu em assembleia geral dos docentes, de não fazer greve, mas aderir a um embate político e conscientizar toda a sociedade sobre a proposta de emenda à constituição, PEC 55, que estabelece limites para os gastos públicos pelos próximos 20 anos.
Em todo o país houve esse movimento, já que a votação no senado ocorre hoje em primeiro turno. “Essa PEC representa o fim dos serviços públicos para a população, porque a partir do momento que não tiver recursos , vai ser privatizado. Vai ser privatizado o SUS, a universidade pública, inclusive o ensino básico pode ser privatizado”, disse o professor universitário Moisés Lobão.
O movimento seguiu até o hall de entrada do prédio da reitoria para pedir apoio do reitor Minouru Kimpara.
Os técnicos, que estão em greve, atuaram na manifestação e lutam para que os investimentos na educação não sejam diminuídos. “O momento de reação é agora, nós hoje estamos acordando o movimento de luta contra a primeira votação no Senado da PEC, e vamos ficar em greve e com essa movimentação até a segunda votação que será no dia 13”, afirmou o presidente interino do Sintest, Aldemar Sena.
Para o acadêmico de Filosofia Wesley Oliveira, essas medidas adotadas pelo Governo Federal implicam em atraso para a educação do país. Por isso, também são contra a PEC.
“A gente também tá se posicionando contra os cortes na Educação, contra o congelamento nos direitos do concurso, retirada dos direitos à Previdência, congelamento dos salários dos professores e servidores, coisa que afetará diretamente o nosso futuro”.
O reitor da Ufac, Minoru Kimpara, disse que apoia o movimento e que seu posicionamento é contrário a qualquer medida que afete a serviços básicos como educação e saúde.
“Qualquer medida, qualquer ação, qualquer projeto que vise diminuir recursos para Educação, para Saúde, que são estratégicos. Não existe país desenvolvido com educação subdesenvolvida”.



