Esquema de corrupção chega ao Tribunal de Justiça
A Polícia Civil entregou à Justiça o inquérito com a primeira fase da operação Lares indiciando 53 pessoas que negociavam casas programa minha casa minha vida, que deveriam ser destinadas às famílias carentes de áreas de risco.
Ao mesmo tempo o delegado Roberth Alencar que preside as investigações anunciou que outros dois inquéritos foram abertos para investigar outras denuncias de vendas de casas.
Nos próximos dias outras 500 pessoas podem ser ouvidas. Elas teriam participado do esquema criminoso, na qual casas do programa do governo federal chegavam a ser vendidas por R$ 35 mil.
O inquérito entregue hoje ao Tribunal de Justiça tem 5 mil páginas. Nos 11 volumes estão a relação de 53 pessoas, sendo 10 delas integrantes da quadrilha que negociava as casas.
A polícia descobriu um esquema que funcionava com funcionários do alto escalão da secretaria de habitação. Dois deles estão presos: o diretor da secretaria Daniel Gomes e o coordenador social Marcos Hulk. As duas principais negociadoras das casas: Cícera Dias e Rossandra Lima também estão na cadeia.
No inquérito constam ainda três irmãos e mãe de Rossandra que também faziam papel de corretores do crime. Outra duas ex-funcionárias da secretaria também estão sendo denunciadas.
Segundo o delegado Roberth Alencar, as 43 pessoas que chegaram a fechar negócio com a quadrilha não receberam as casas. “Esses também estão sendo indiciados e vão responder por corrupção passiva”, disse.
A policia acredita que centenas de outros imóveis foram negociados pela quadrilha. Todas as pessoas serão indiciadas e obrigadas a entregar os imóveis, e ainda vão perder o dinheiro que pagaram ao grupo criminoso.



